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3536-3414 CONSIGNADO PREFEITURA  SP::

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O documento a ser apresentado é o holerite original e outros que a entidade julgar necessários para avaliação da viabilidade da consignação.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Empréstimo Consignado Prefeitura de São Paulo






Mais sete bancos assinaram convênio com a CUT para financiamento a trabalhadores. Mais sete bancos assinaram, ontem, em São Paulo, convênio com a Central Única dos Trabalhadores (CUT) para oferecerem o crédito com desconto em folha de pagamento aos trabalhadores da iniciativa privada. O credenciamento, agora, envolve 18 instituições financeiras, ante 52 propostas apresentadas inicialmente na licitação conduzida pela Consultoria Trevisan. Depois de negociação semelhante realizada pela Força Sindical e os bancos Santander e BMG, o acordo com a CUT sela, de forma substantiva, a interferência das entidades sindicais nos empréstimos garantidos pelo contra-cheque. Apenas sob o guarda-chuva da CUT, já há R$ 50 bilhões disponíveis, ante um potencial de R$ 30 bilhões em um ano, segundo estimativa da Trevisan.
A disputa criada no mercado em torno do chamado crédito em consignação já teve o mérito de trazer as taxas das operações de empréstimo pessoal para baixo (dos 6% a 12% ao mês para a casa dos 2% a 4%. Entre os 10 maiores bancos em ativos, apenas três, Unibanco, Itaú e Nossa Caixa, não se credenciaram junto a nenhuma central sindical. O Banco Safra assinou o acordo com a CUT ontem, juntamente com instituições de menor porte como o Sofisa, Mercantil do Brasil, Panamericano, Guilton, Rural/RS Financeira e Banco VR.
Pelo desenho dado ao chamado crédito em consignação, os bancos que ficaram fora do processo vão ter mais dificuldades para atuar neste nicho. Há a necessidade da anuência sindical, ainda que bancos e empresas cheguem a um acordo diretamente. "Mesmo se outra instituição oferecer taxas mais baixas, o direito de preferência sempre será dos bancos conveniados, o que pode impedir que a concorrência flua livremente e possa forçar a derrubada do ‘spread’ bancário, como é o objetivo", afirmou o presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), André Jafferian Neto, executivo que também está à frente do Banco Sofisa.
Para bancos que atuam na segmentação ‘corporate’ e têm volumosas folhas de pagamento dentro de casa, esse pode ser um problema menor. O crédito vinculado ao salário já existe de forma indireta por uma coincidência no pagamento das parcelas com a data em que o salário é creditado. A diferença, agora, é que há uma série de garantias legais que reduzem o risco de inadimplência. No crédito consignado, se o trabalhador for demitido, ele pode usar até 30% das verbas rescisórias para pagar o total ou parte do empréstimo.
Mas ter bancos concorrentes disputando o cliente que até então era cativo pode não ser muito confortável. O Unibanco, por exemplo, tem a folha de pagamento da Volkswagen e da Ford, enquanto o Itaú atende aos empregados da Mercedes Benz. O presidente da CUT, Luiz Marinho, garante que estes trabalhadores não vão ficar sem o crédito mais barato e diz que espera mais 20 adesões.
Segundo Marinho, o pronunciamento do subprocurador do Ministério do Trabalho, Ricardo Brito, alegando que a distinção entre associados e não-associados (com cobrança de taxas de juros diferenciadas) pode ser considerada inconstitucional, afastou os bancos do processo. Marinho não considera tal prática discriminatória, apesar de reconhecer que os riscos envolvidos numa operação com um associado e outro que não seja possam ser os mesmos. "É um direito do sindicato prestar benefícios para os seus sócios." O sócio a Trevisan, Richard Dubois, diz que o trabalhador sindicalizado tem menor rotatividade no emprego e que isso é levado em conta na avaliação do risco.
Os bancos, por sua vez, têm interesse em contar com o meio de campo das centrais pela promessa de reduzir a inadimplência das carteiras de pessoa física., que ronda os 8% "Após um ano de contrato, a rescisão tem que ser homologada no sindicato e isso cria uma proteção para as instituições", diz o diretor-adjunto da RS Financeira, Rubens Ferreira Silva. A carteira de crédito em consignação do grupo chega hoje a R$ 350 milhões. A expectativa é obter, em seis meses, mais R$ 100 milhões.
O Banco Mercantil do Brasil tem projeções mais ousadas. O diretor Luiz Henrique Araújo quer multiplicar por cinco o atual portfólio de R$ 100 milhões no mesmo prazo. O Panamericano, do Grupo Silvio Santos, também já tem R$ 110 milhões emprestados para servidores públicos e vai direcionar R$ 10 milhões a mais por mês. O Safra, com uma carteira de apenas R$ 7 milhões de uma experiência com 15 órgãos em Brasília, orçou mais R$ 300 milhões. "Se a inadimplência for realmente baixa, as taxas serão suficientes para pagar os custos e dar retorno", disse o superintendente William Storch Junior.
O mercado bancário brasileiro tende a aprofundar o processo de segmentação que tem sido verificado no setor nos últimos anos. Com um horizonte de juros ainda declinantes e a conseqüente redução dos ‘spreads’, a divisão das grandes instituições em áreas de negócios cada vez mais especializadas é uma vertente que tem ganhado formas mais visíveis, segundo a gerente do RISKBank, área de análise do setor bancário, da consultoria carioca Lopes Filho & Associados, Cristiana Casaes.
"Os grandes bancos devem cada vez mais se voltar para a população de baixa renda, buscando maior rentabilidade", disse a especialista, após a premiação da consultoria, em São Paulo. "Para as demais instituições ocuparem o mercado, o foco em determinados nichos é a estratégia mais natural, com um viés para a diversificação como é o caso dos bancos de ‘middle market’ que começam a disputar o crédito em consignação."
A diversidade mostra-se como alternativa para as instituições especialistas ganharem escala num momento em que há um movimento generalizado rumo às classes C e D. É o caso do Banco Votorantim, reconhecidamente atuante em tesouraria e atacado, mas que vem firmando posição na área de consumo. A BV Financeira já é uma das principais do mercado, com uma carteira de R$ 3,5 bilhões. Segundo o diretor vice-presidente do banco, Wilson Kuzuhara, a subsidiária tem atuado prioritariamente no financiamento à aquisição de veículos, mas começa a avançar pelo o crédito com desconto em folha de pagamento nas grandes empresas-clientes e não descarta a concessão de linhas de empréstimo pessoal por meio das suas 30 filiais. "O maior filão deve ser o crédito consignado, mas o varejo massificado é um produto embrionário que ainda não dominamos e estamos tateando." O executivo estima elevar os ativos de crédito da financeira aos R$ 4,2 bilhões até dezembro.O crédito em consignação tem sido o carro-chefe do mineiro BMG, que concentra 70% da sua carteira de empréstimos, de R$ 1,6 bilhão, em operações garantidas por folha de pagamento. "Para um banco de pequeno porte é preciso ser bom em algum ramo para ter competitivo", disse o vice-presidente, Ricardo Annes Guimarães.
André Jafferian Neto, vice-presidente do Banco Sofisa, especializado em ‘middle’, também vai por esta linha de raciocínio. "As instituições de pequena e média rede conseguem dar um atendimento personalizado para as pequenas e médias empresas, que normalmente ficam confundidas nos grandes bancos junto à massa do varejo."
Em conglomerados como o Itaú Holding Financeira, a segmentação chegou a tal nível que seus dirigentes decidiram criar um banco de atacado, ao comprar o BBA Creditanstalt em fins de 2002.
A Fitch Atlantic atribuiu sexta-feira o rating nacional de longo prazo ‘AAA(bra)’ à emissão adicional de cotas seniores do BMG Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - Servidores Públicos II. A emissão será de R$ 60 milhões, com até R$ 20 milhões em cotas subordinadas, de modo que elas funcionem como um colchão de liquidez para o fundo.
As cotas emitidas são lastreadas em recebíveis de empréstimos consignados em folha de pagamento, concedidos pelo banco BMG a servidores públicos. A taxa de retorno, esperada, de 108% do Certificado de Depósito Interbancário( CDI), e o prazo da carteira, de 2 anos e meio, acompanham as condições do fundo-mãe.
O diretor da BMG Asset Management, Marcelo Maneo de Oliveira, avalia que a segunda emissão do fundo comprova o sucesso do produto e lembra que, na colocação do primeiro fundo do BMG, as condições foram diferentes. "Demoramos cinco meses para colocar o primeiro. Em 60 dias foram vendidos os R$ 150 milhões do segundo e ainda houve excesso de demanda", disse.
Para a Fitch Atlantic, a emissão adicional não altera o perfil de risco de crédito das cotas seniores do fundo. A primeira distribuição de cotas foi encerrada em 5 de julho, data em que foram subscritas e integralizadas cotas seniores de R$ 112,5 milhões e cotas subordinadas de R$ 37,5 milhões. Em 30 de julho, o FIDC BMG II atingiu R$ 155,13 milhões em patrimônio. O saldo devedor dos direitos creditórios é de R$ 149,36 milhões - 95,94% do volume do fundo, bem acima do limite mínimo de 50%.
De acordo com Maneo, o banco BMG tem como principal foco de negócio o empréstimo consignado a funcionários públicos. O próximo passo, diz ele, é incrementar a carteira de financiamento a empresas privadas. "Os fundos de recebíveis são uma de nossas principais fontes de funding", afirma. "É a desintermediação financeira de um produto que é de bancos melhorando o cenário para todos os lados", encerra.
A rede do Banco Matriz anunciou que vai abrir a partir da próxima segunda-feira uma linha de crédito para aposentados e pensionistas listados em seus cadastros, num total de 800 mil pessoas em 200 agências nos Estados de Pernambuco e Bahia. O banco disponibilizará empréstimos com taxas que variam de 1,75% até 3,9% ao mês. Os financiamentos vão de R$ 400 a R$ 15 mil e podem ser pagos entre seis e 36 meses.
De acordo com analistas da instituição que tem foco em serviços para quitação de contas de energia, água, impostos e boletos de cobrança via bancária, esse novo tipo de empréstimo já injetou no mercado - de maio a dezembro do ano passado - R$ 2,2 bilhões. As estimativas têm como fonte a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
O gerente de marketing do Banco Matriz, Darrel Marinho, observa que esse nicho vem crescendo substancialmente em todo o Brasil e que grandes instituições financeiras vêm direcionando seus esforços para conquistar os aposentados e pensionistas. "No nosso caso, esse movimento foi natural já que esse público representa uma parcela significativa na nossa base", reforça.
Segundo pesquisa realizada pela Dataprev, os inativos que recebem até um salário mínimo (R$ 260) são responsáveis pelo maior volume de créditos concedidos, 35,8 % . Já os segurados que recebem entre um e dois salários mínimos (de R$ 260 até R$ 520) aparecem em seguida com 16,44%. O programa de empréstimo começou há oito meses e já atendeu a 778 mil aposentados em todo o País. Outras 26 instituições financeiras já operam com essa linha de crédito, entre elas os bancos Itaú, Caixa Econômica Federal, Unibanco e BGN.
Estima-se que no Brasil o número de inativos favorecidos por essa linha de crédito represente apenas 4,2% de um mercado potencial formado por 18,5 milhões de pensionistas, " o que indica uma concreta possibilidade de crescimento para essa operação", afirma Marinho. Ele aponta que a rede Matriz realiza cerca de 2,5 milhões de autenticações por mês nas 200 agências de Pernambuco e Bahia. Movimentação
As filiais da correspondente bancária movimentam, por dia, cerca de R$ 15 milhões. Em Pernambuco, onde são realizadas 80% das autenticações da rede, o volume de recebimento equivale a 45% da arrecadação total com contas e carnês pagos no estado. O Banco Matriz existe desde 1999 e faz parte do Grupo Aveloz, conglomerado de empresas dirigido pela família Bandeira de Melo, com atuação nas áreas de agropecuária, construção civil e turismo.
Atualmente é gerido por um conselho diretor e emprega 320 pessoas diretamente e outras 400 de forma indireta. Somente em dezembro de 2004, o Banco Matriz apresentou um crescimento de 7% no número de autenticações em relação à média nos outros meses do ano. No período, cresceu nas operações em 5%, o que equivale a 125 mil autenticações de pagamentos recebidos em seus guichês a mais do que em 2003. Baixo risco
O custo para a abertura da franquia é de R$ 17 mil. O diretor da consultoria pernambucana Tedim, economista Domingos Tedim, disse que a linha adotada no Brasil tem conseguido aprovação tanto por parte de quem contrai o empréstimo como pelos bancos, "por ser uma operação de menor risco, este tipo de negócio já era comercializado por bancos que concentraram suas atividades, no último ano, para atender servidores públicos", explicou.
Ele mostrou, conforme dados do Banco Central e Dataprev, que o total destas operações atingiu, no início de janeiro, o volume de R$ 2,7 bilhões com mais de 1 milhão de empréstimos. A Caixa Econômica e o BMG lideram o mercado de consignados totalizando R$ 1,3 bilhão com 480,9 mil empréstimos e R$ 1,1 bilhão com 412 operações respectivamente. Dados da Tedim Consulting, que disponibiliza projetos para integrar sistemas de convênio entre lojas e bancos, apontam que a maior parte desta fatia não chegou a funcionários da iniciativa privada.
Aposentados e pensionista passaram a ser o público alvo dessa linha desde agosto de 2004 com apoio do governo federal. Ele citou levantamentos segundo os quais a maior concentração de empréstimos está dirigida aos aposentados e pensionistas do INSS com renda variando a até um salário mínimo. A média de empréstimo para este segmento fica em torno de R$ 1,3 mil. Tedim destaca que começam a surgir simultaneamente acordos entre bancos, correspondentes e lojas de varejo para que os empréstimos passem a apoiar as vendas.
"Com a disseminação do empréstimo consignado, o usuário pode adquirir produtos por um prazo mais longo e a custos financeiros menores, o que permite menos comprometimento da renda familiar. O empréstimo consignado chegou para aliviar o poder aquisitivo da classe média ", conclui. kicker: Outras 26 instituições financeiras já operam com essa linha de crédito
Os bancos admitem que a demanda por crédito vem se mantendo forte, mesmo com o ciclo de elevação da Selic, que subiu de 16% para 18,75% ao ano desde setembro de 2004. Mas o setor contesta a avaliação de economistas de que é o principal responsável pela baixa eficácia do aperto monetário como ferramenta para limitar o ritmo de atividade econômica. Nas últimas semanas, enquanto explicavam que a expansão do crédito foi o carro-chefe dos lucros recordes em 2004, os banqueiros admitiam que, de fato, a Selic mais alta passou despercebida, especialmente nas operações de varejo.
Os banqueiros transferem do crédito para o aumento dos gastos do governo a responsabilidade or manter a demanda mais aquecida do que a desejada pelo BC. "O gasto do setor público cresceu quase 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2004. Foi um fator de forte aumento da demanda", diz o presidente do Itaú, Roberto Setúbal. "O problema está nos gastos do governo", emenda o vice-presidente de produtos do BMG, Roberto Rigotto.
Entre os grandes, a carteira de crédito do Bradesco atingiu R$ 62,8 bilhões, evoluindo 15,6% na comparação anual, com aumento de 35,9% nas operações com pessoas físicas. No Itaú, o crescimento foi de 19,5% no ano, para R$ 53,275 bilhões, com incremento de 69,3% das carteiras voltadas para pequenas empresas e de 35,7% no varejo. A carteira total do Unibanco aumentou 14,88% no ano, para R$ 31,796 bilhões, com aumento de 21,7% no crédito para pessoa física e de 30,3% para micro e pequenas empresas. No Banco do Brasil, a carteira atingiu R$ 88,5 bilhões, um incremento de 14,1%, com elevação de 30,9% e de 30,3%, para pessoa física e para pequena empresa, respectivamente. A carteira da Caixa Econômica Federal cresceu 41,8%, para R$ 9,8 bilhões, com destaque para a expansão de 135% das operações de crédito com desconto em folha de pagamento.
Mesmo com a elevação recente dos juros, a demanda segue forte. Na média global das operações de crédito com recursos livres, as taxas de juros dos empréstimos aumentaram de 45% ao ano para 46,8% ao ano, uma variação de 1,8 ponto percentual de dezembro para janeiro. Dados de período mais recente, com base em levantamento do Procon, apontam na mesma direção. A taxa mensal média do cheque especial para pessoa física subiu de 8,11% para 8,12% entre janeiro e fevereiro, enquanto a do empréstimo pessoal avançou de 5,22% para 5,25%.
Entre dezembro e janeiro, o volume de crédito contratado por pessoas físicas avançou 2%, segundo dados dessazonalizados e deflacionados do Banco Central, no mesmo ritmo dos últimos seis meses. O volume direcionado para empresas cresceu 1,5% no mesmo período, pelo mesmo critério de comparação, também no mesmo passo dos meses recentes.
No segmento de varejo, a disposição das pessoas para consumir segue latente, mesmo com juro maior. É o que mostrou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), calculado em conjunto pela Fecomércio-SP e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), que registrou aumento de 1,1% em fevereiro, em comparação a janeiro.
O teor mais ameno da última ata do Comitê de Política Monetária (Copom), quanto ao perigo de "autopropagação do ciclo econômico" sobre a inflação, tirou momentaneamente de cena o receio dos bancos quanto à tomada de medidas adicionais do BC para conter o ritmo de expansão do crédito.
Para o economista-chefe do Banco Modal, Alexandre Póvoa, o cenário de estabilidade por um período mais longo coloca o BC numa situação delicada. Não bastasse isso, o surgimento de novos canais de crédito (como o consignado) mostra certo descompasso entre o discurso da autoridade monetária, para quem um controle no nível de demanda é desejável, e o restante do governo, que quer mais oferta de crédito barato. "Parece que não se conversam", diz.
Relatório divulgado sexta-feira pela consultoria Tendências afirma que pode ser um equívoco classificar a disseminação de novos canais de crédito como responsáveis pela ineficácia do aperto monetário. Segundo os economistas Roberto Padovani e Adriano Pitoli, que assinam o relatório, embora seja verdade que o crédito livre tenha registrado forte expansão nos últimos doze meses encerrados em janeiro (22%, em termos reais, tanto para pessoa física quanto jurídica), o movimento deve-se mais à percepção positiva do cenário macroeconômico do que a canais creditícios específicos.
Além disso, a evolução registrada no período recente não difere da observada nos últimos anos. Usando números do Banco Central, Padovani e Pitoli mostram que, tomando como base um montante que equivale a 70% do crédito livre (excluindo financiamento cambial para empresas e linhas que não estiveram disponíveis em todo o período), o crescimento real foi de 18% em 2004. Em 2000 e em 2001, essa taxa foi de 44,5% e de 25,5%, respectivamente.
Recorrendo igualmente a dados comparativos, os economistas da Tendência concluem que a política fiscal e a gestão do financiamento da dívida pública também vêm sobrecarregando a política monetária, mas não em nível muito diferente do que já tem acontecido no histórico recente. "Parece haver poucos sinais conclusivos de que a política monetária seja menos eficaz hoje do que no passado".
Pelo sim, pelo não, o setor já começa a se posicionar contrário ao uso de ferramentas como a elevação da alíquota do IOF sobre operações de crédito ou do aumento do volume de depósitos compulsórios. "Seria burrice tomar medidas para segurar crédito, que já é estreito no Brasil", diz o economista-chefe da Febraban, Roberto Troster. "Isso é preocupante. Se fizer isso, o efeito sobre as taxas será imediato", acrescenta Rigotto, do BMG.
Para representantes de financeiras e de grandes bancos privados de varejo, o efeito das novas modalidades - como o desconto em folha de pagamento e o microcrédito - sobre o comportamento dos spreads bancários, que vêm caindo, é baixo. Desde setembro, a Selic básica subiu de 16% para 18,75% ao ano. Mas, de acordo com o BC, só em janeiro a taxa média das operações destinadas a pessoas físicas, que vinha caindo sem parar, subiu 1,9 ponto percentual em relação a dezembro, para 63,4%. Isso ocorreu também por conta da sazonalidade. Por essa leitura, as famílias recorreram a empréstimos emergenciais mais caros, como cartão de crédito e cheque especial, para arcar com gastos extras, como os escolares. Esse movimento deve arrefecer a partir de março.
O spread médio para pessoa física subiu 1,3 ponto entre dezembro e janeiro, para 45,3%, mas é menor do que o de novembro, de 45,7%. Para Troster, da Febraban, o spread menor deve-se à combinação de otimismo do consumidor com aumento da base de clientes do bancos. "A melhora das perspectivas de crescimento da economia e o ganho de escala fizeram os spreads baixarem", diz. E na opinião do presidente da Acrefi, Érico Sodré Quirino Ferreira, o microcrédito e a consignação, mais baratos, ainda têm baixa penetração no mercado, com efeito pequeno sobre a média do mercado. "Essa visão dos economistas retrata apenas um pedaço da realidade".
Os empréstimos com desconto em folha de pagamento lideraram em 2004 o crescimento da carteira de crédito da Caixa Econômica Federal e do BMG. Líderes no segmento, os dois bancos respondem por cerca de 70%. De janeiro a dezembro, o volume de financiamentos consignados avançou 96,5%, para R$ 12,4 bilhões. Segundo dados do BC, a taxa média anual de juro nessas operações ficou em 42% em janeiro, contra 74,5% dos emprésitmos pessoais.
Segundo Rigotto, do BMG, Roberto Rigotto, não houve repasse das altas da Selic para os tomadores. "Nós não subimos nossas taxas desde setembro. O mercado não aceitaria". O crescimento acelerado dos volumes serve de contrapartida à queda nas margens. De acordo com Rigotto, 73% desse empréstimos são para quitar outras dívidas, com agiotas ou com outras instituições financeiras, que embutem juros maiores. Assim, mesmo com juros um pouco mais altos, Rigotto espera dobrar em 2005 a carteira de crédito consignado do banco.
São Paulo - Modalidade cresceu 97% em 12 meses, para R$ 13,2 bi em março; aposentados tomaram R$ 6 bi. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) está preocupada com o crescimento indiscriminado do crédito consignado a funcionários públicos e aposentados do INSS. O volume emprestado quase dobrou entre abril de 2004 e março último, passando de pouco mais de R$ 7 bilhões para R$ 13,2 bilhões no período, segundo o Banco Central (ver gráfico). Considerando apenas os empréstimos a aposentados, que foram regulamentados em maio do ano passado, o saldo, no começo de maio, já passava dos R$ 6 bilhões.
Segundo Jorge Luiz Avila da Silva, diretor executivo da Febraban, há risco de inadimplência e de uma enxurrada de ações na Justiça contra os bancos, o que acarretaria graves prejuízos à imagem do setor. "O sistema inteiro não pode pagar por problemas pontuais de alguns bancos", diz. Para ele, o problema está na originação dos créditos, em muitos casos concedidos "por agentes não qualificados" - correspondentes bancários contratados por bancos pequenos e médios sem os devidos cuidados, diz.
Ontem, a entidade enviou carta aos associados solicitando "especial atenção para que tais operações continuem a ser realizadas com a estrita observância das normas vigentes, no que se refere à correta formalização dos contratos e à total transparência no relacionamento com os clientes".
O que acendeu a luz amarela e colocou a Febraban de sobreaviso foram as primeiras denúncias de fraudes ocorridas há aproximadamente um mês: vários empréstimos foram liberados sem que o pedido tivesse sido feito pelos próprios aposentados. "Muitos dos correspondentes de primeira viagem só querem ganhar comissão, não se preocupam com qualidade, mas com quantidade."
Avila levanta a hipótese de os aposentados começarem a entrar na Justiça alegando precisarem do dinheiro das prestações para comer ou comprar remédios, por exemplo - uma ação que está para ser julgada no Supremo Tribunal Federal questiona, justamente, a penhorabilidade do salário para pagamento de empréstimos.
Pesquisa feita pelo Ibope, por encomenda do Banco Cruzeiro do Sul, realizada com 500 clientes e divulgada nesta semana, mostrou que os aposentados estão tomando recursos no crédito consignado para pagar dívidas mais caras. Avila tem, no entanto, uma impressão diferente e diz que a Febraban está preocupada pelo fato de a maioria dos beneficiários não ser clientes acostumados a tomar crédito, sem histórico em banco, e que estão, sim, usando os recursos para o consumo.
Para o vice-presidente do Banco BMG, Roberto Rigotto, eventuais irregularidades têm que ser apuradas, mas isso não tira o brilho do crédito com desconto em folha de pagamento. "Este é um programa bem sucedido do governo Lula, que acabou fazendo uma verdadeira reforma bancária e conseguiu, de fato, reduzir os spreads", afirma. Neste ponto, Avila concorda: para ele, é uma questão de tomar cuidado para que más práticas não comprometam um bom produto.
Segundo os dados mais recentes do Banco Central (BC), o "spread" médio do crédito pessoal caiu de 56,4 pontos percentuais para 55,3 pontos percentuais de setembro para cá, desde que a autoridade monetária começou o ciclo de aperto da Selic. As taxas médias cobradas no consignado têm se situado em 37,1% ao ano, ante 74,4% ao ano das operações convencionais.
Rigotto também não teme que o maior acesso ao crédito pelas famílias transforme-se numa bolha de inadimplência mais à frente. "O dinheiro tem sido utilizado para trocar a dívida mais cara do cheque especial e do cartão de crédito, com juros a 10% ao mês, por um empréstimo que cobra menos de 2% e falar em inadimplência nesse movimento me parece um absurdo. Só se juro baixo virou pecado."
São Paulo - PanAmericano, BMG e Cruzeiro do Sul ampliaram quadro de pessoal para atender beneficiários do INSS. O forte crescimento do crédito consignado para aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além da reconhecida participação no desempenho da economia doméstica e de algumas críticas, também está contribuindo para melhorar o nível de emprego.
Sem dar conta do volume de trabalho gerado por uma expansão de 120% no total de crédito ofertado por consignação em folha (que inclui também servidores públicos e, numa participação menor, empregados da iniciativa privada), bancos e financeiras estão contratando novos funcionários.
Em maio passado o total das linhas consignadas foi R$ 17,8 bilhões. As linhas destinadas exclusivamente ao beneficiários do INSS foram criadas em setembro de 2004, o que contribuiu fortemente para o resultado destes primeiros meses de 2005. Até o final de junho, segundo dados do Ministério da Previdência, o valor acumulado no ano com os beneficiários do INSS deve ultrapassar R$ 7 bilhões, para um contingente de três milhões de tomadores.
Conveniado ao INSS desde fevereiro, o PanAmericano empresta hoje cerca de R$ 50 milhões/mês a esse público, que já responde por 60% do total ofertado pela instituição na modalidade de crédito pessoal. "Montados uma estrutura específica só para atender os aposentados", diz Rafael Palladino, vice-presidente da financeira do Grupo Silvio Santos.
"Aumentamos nosso quadro em quase 20% e vamos contratar ainda mais até o final do ano", informa. Foram contratados 1,3 mil novos empregados e outras 600 vagas deverão ser abertas para suprir 43 novas filiais. A linha destinada aos beneficiários do INSS acumula R$ 170 milhões em empréstimos concedidos e a estimativa da financeira é expandir a carteira em 50% no segundo semestre.
Líder na modalidade de concessão de crédito consignado a aposentados e pensionistas, o Banco de Minas Gerais (BMG), com uma participação em torno de 38% do mercado, fez 350 novas contratações desde o início do ano, totalizando 800 empregados diretos. "Indiretamente esse número é bem maior", diz Roberto Rigotto, vice-presidente da instituição.
"Tínhamos 10 mil agentes bancários em todo o país e, com o INSS, dobramos para 20 mil", diz o executivo. No ano passado a instituição fechou com um resultado de R$ 3,7 bilhões, número que deverá mais que dobrar este ano - a estimativa para dezembro é de R$ 7,5 bilhões. Até junho, só os aposentados respondiam por R$ 2,5 bilhões.
As taxas de juros para empréstimos com desconto em folha estão hoje entre 1,5% e 3,7%, dependendo da instituição financeira e da quantidade de prestações em que o empréstimo será pago. No PanAmericano, por exemplo, as taxas variam de 1,65% a 3,3%, enquanto o mínimo do BMG é 1,5%.
O Banco Cruzeiro do Sul, segundo o diretor-superintendente Adolpho Nardy, opera entre 1,5% e 3%. Atuando com crédito consignado para servidores públicos há 11 anos, o banco também sentiu os reflexos da demanda dos aposentados no seu quadro de pessoal. "Com o INSS nosso movimento aumentou e hoje essa modalidade responde por cerca de 30% do total gerado diariamente", diz o executivo, acrescentando que houve um acréscimo de 10% no contingente de funcionários, hoje em 330.
Um dos produtos oferecidos pelo banco, um cartão de crédito Visa exclusivo para aposentados, mostra o potencial desse segmento: "Lançamos o cartão em junho e nossa expectativa era fechar o ano com 150 mil clientes. Já estamos com 60 mil", diz Nardy, informando que, além de gratuito e sem anuidade, o plástico oferece a possibilidade parcelar o débito em 20 vezes, com taxas de 3% ao mês, enquanto as operadoras cobram normalmente em torno de 10% ao mês.
Enquanto no crédito pessoal de mercado a taxa de juros média no ano atingiu 77,2% em maio, os recursos do crédito consignado ficaram em 35,6%, conforme informou o Banco Central na sexta-feira. Essa diferença deve-se ao menor risco já que as parcelas dos pagamentos são descontadas em folha ou nos benefícios previdenciários.
kicker: Enquanto no crédito pessoal o juro médio no ano atingiu 77,2% em maio, os recursos do crédito consignado ficaram em 35,6%
A tese é de que Daniel Dantas seja o financiador do "império" de Marcos Valério. O empresário Marcos Valério Fernandes de Souza - apontado como o operador do mensalão - pode ser um grande "laranja" do banqueiro Daniel Dantas, dono do Grupo Opportunity. Esta, pelo menos, é a tese do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), autor do requerimento que a CPI vota hoje, para convocar Dantas. Pompeo não está sozinho. Vários parlamentares acreditam que Dantas esteja envolvido com o mensalão.
"Eu não tenho dúvida que o senhor Marcos Valério é um laranjão. De quem, a gente tem de definir. Possivelmente, do senhor Daniel Dantas, que é alguém com muito dinheiro", diz Pompeo de Mattos.
O que levou o deputado a pedir a convocação de Dantas para sentar no banco da CPI em Brasília, diz ele, foram diversos indícios que envolvem o banqueiro na história do mensalão. Pompeo afirma que Dantas "aparece em todas as conversas que envolvem o Marcos Valério, o BMG, o Banco Rural, e agora os fundos de pensão". Pompeo lembra que Dantas depositou "enormes somas" nas contas de Valério, através da Telemig Celular, Amazônia Celular e Brasil Telecom, empresas nas quais o Opportunity tem participação.
"O Daniel Dantas transita em todas as operações obscuras. Está na hora de ele mostrar a cara em uma CPI",– diz Pompeo.
A CPI dos Correios identificou R$ 126 milhões em pagamentos das empresas de Dantas para a DNA Propaganda, de Marcos Valério, nos últimos cinco anos. Pompeo de Mattos acredita que o cruzamento de contas vai mostrar como Marcos Valério movimentou R$ 1,6 bilhão e só declarou patrimônio de R$ 18 milhões. "É claro que este dinheiro movimentado não é dele. Se fosse dele, teria imobilizado parte do capital, teria comprado avião, barco, navio. É claro que o dinheiro não é dele. De quem? Possivelmente, do senhor Daniel Dantas", diz Pompeo.
O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) diz que está clara a participação de Dantas no esquema de irregularidades desvendado pelo Congresso Nacional. Para Dias, o banqueiro tinha interesse em se aproximar do governo do PT para defender interesses financeiros. Ao mesmo tempo, afirma Dias, o banqueiro aparece como o grande credor das empresas de Valério, que distribuía o dinheiro para o PT. "Ele buscou favores do governo, especialmente do chefe da Casa Civil, para resolver seus problemas e depositou somas gigantescas nas contas de Marcos Valério. São indícios que devem ser perseguidos para verificação da destinação destes recursos, que extrapolam os limites da publicidade. Temos que discutir a convocação imediata dele", afirmou Dias.
O deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR) acredita que o cruzamento da movimentação bancária de Valério com os dados da Receita Federal sobre imposto retido na fonte devem esclarecer o patrimônio do empresário e suas eventuais ligações com outros grupos. Fruet diz que as empresas de Dantas contrataram por valores "expressivos" as agências de Valério. "Temos de verificar se há efetivamente prestação de serviços. Esta é a primeira linha de investigação", disse o deputado.
Fruet lembrou ainda que o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) - durante o confronto verbal com o deputado José Dirceu (PT-SP) - lembrou que Valério e o ex-tesoureiro do PTB, Emerson Palmieri, estiveram em Portugal para tratar de assuntos de telefonia. Foi o próprio Valério, disse Fruet, quem declarou que esteve em Portugal por ter a Telemig Celular como uma de suas clientes, para manter o negócio caso houvesse transferência de controle acionário. "O Marcos Valério demonstra que ele não é um mero agenciador de publicidade. O nome dele começa a aparecer envolvido com interesses de empresas privadas que dependem de ações do poder público para que negócios sejam efetivados", disse Fruet.
O ex-ministro português António Mexia afirmou ontem ter tido um encontro com o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, "na qualidade de consultor do Presidente do Brasil" e a pedido do presidente da Portugal Telecom, Miguel Horta e Costa. Mexia foi ministro de Obras Públicas, Transportes e Comunicações de julho do ano passado a março deste ano. Mexia disse que foi um encontro de cortesia. O ex-ministro afirmou ainda que, se for convocado pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos Correios, como quer o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), estará à disposição da comissão.
O deputado lembra ainda que Valério esteve reunido com Dirceu para tratar de assuntos de interesse do Rural e do BMG, que receberam fundos de pensão. Além de trabalhar com crédito consignado, lembra Fruet, o BMG fez o empréstimo para a ex-mulher de Dirceu. O Rural, diz o deputado, saca na boca do caixa o dinheiro emprestado por Marcos Valério ao PT. "Você começa a ver que tem uma conexão", diz Fruet.
São Paulo - O banco mineiro BMG, cuja atuação está focada na concessão de crédito consignado, registrou lucro líquido de R$ 266,220 milhões no primeiro semestre de 2005, um crescimento superior a três vezes o resultado do mesmo período do ano passado, segundo balanço a ser publicado hoje. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido, que estava em R$ 776,702 milhões em 30 de junho, ficou em 34,3%.
A receita da intermediação financeira cresceu 115,9%, para um total de R$ 765,067 milhões no semestre. A expansão, aponta o relatório de administração, "deve-se, substancialmente, ao aumento dos resultados das cessões de crédito (principal instrumento de captação)". Só com as cessões de créditos, segundo o banco, foi apurado lucro bruto de R$ 558,7 milhões, o que representou 73% das receitas de intermediação financeira, contra R$ 30,5 milhões (ou 8,6% do faturamento) registrados no mesmo período de 2004. O BMG mantém, atualmente, três acordos operacionais de cessão de crédito com as seguintes instituições: Cetelem, Itaú e Caixa Econômica Federal. O banco informa ainda que o saldo de recursos captados no primeiro semestre foi de R$ 6,5 bilhões. Além dos R$ 3,52 bilhões (54,3%) levantados com a cessão de carteiras de créditos, o lançamento de Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) contribuiu com outros 9,3% dos recursos; as captações externas, 14%; e os depósitos a prazo e interfinanceiros junto a investidores institucionais, instituições financeiras, pessoas físicas e jurídicas, com 21,1% do total.
Em 30 de junho, de acordo com o relatório, o BMG possuía cerca de 2,5 milhões de clientes com contratos ativos de crédito consignado em sua carteira de ativos. Ainda segundo o balanço, 93% da carteira de crédito estava classificada nos ratings de A a C. "Ressaltamos que, em função do ambiente político atual, que naturalmente afetou a qualidade das garantias, fizemos a provisão de 100% do valor do empréstimo ao PT, bem como dos empréstimos às empresas ligadas ao Sr. Marcos Valério, apesar de que, à época da contratação e até recentemente, as empresas gozavam de bom conceito de crédito, bem como as garantias eram consideradas de boa qualidade", aponta o relatório.
Os ativos totais do BMG cresceram 53,6%, para R$ 3,732 bilhões.
O banco Cruzeiro do Sul decidiu brigar pela reabilitação do cartão de crédito consignado para aposentados do INSS. A venda do produto, oferecido só pelo próprio Cruzeiro do Sul e pelo BMG, foi suspensa pelo Conselho Nacional da Previdência Social em novembro. Entre as razões do Conselho, aparecem desde descaracterização do consignado, dificuldade de cálculo dos juros reais até perda de controle de gastos.
Luis Octavio Índio da Costa, diretor executivo do banco, informa que encomendou ao Ibope uma pesquisa que mostrou 88% de satisfação dos usuários com o cartão, e ao Dieese um estudo sobre o fluxo econômico-financeiro. Os resultados foram apresentados ao Conselho na última sexta. A decisão final do Conselho está prevista para 15 de fevereiro.
O cartão, com bandeira Visa, cobra juros de 3,2% ao mês para o crédito rotativo - mas segundo Índio da Costa apenas 18% dos aposentados e pensionistas usam o crédito, o resto apenas usa para fazer compras com 40 dias para pagar.
O Cruzeiro do Sul tem o produto para aposentados desde outubro do ano passado, e já atingiu 93 mil cartões ativos. Além destes, o banco tem ainda cartões de crédito consignado para funcionários públicos de vários estados e municípios brasileiros. Segundo o executivo, apenas 30% dos funcionários e aposentados tomam crédito consignado - já o cartão pode ser usado por todos. "Tem gente que não quer empréstimo, quer apenas um limite de compras, que pode ser concedido com a garantia da consignação do salário", explica.
O Cruzeiro do Sul tem uma carteira de R$ 2 bilhões em consignado, dos quais R$ 1,4 bilhão cedidos a bancos maiores. O crescimento, em 2005, foi de 38%, e para 2006 Índio da Costa espera aumento de 30%. O lucro líquido deve fechar em R$ 35 milhões.
Os bancos pequenos e médios estão ameaçados de perder participação no crédito consignado. A queda da rentabilidade do negócio está fazendo com que bancos grandes - que demoraram a entrar no segmento - prefiram cada vez mais fazer sua própria produção a comprar as carteiras dos pequenos e médios, com quem têm que dividir os ganhos.
Além disso, estão em estudo medidas que podem dificultar a vida dos bancos menores, como mudanças na forma de contabilizar os créditos cedidos - a cessão de carteiras é a principal meio de esses bancos levantarem recursos para emprestar mais. A medida teria impacto no índice de alavancagem dos cedentes, reduzindo o espaço para novos empréstimos, o que na prática significa aumento do custo do funding para as operações. Hoje, a maioria das cessões é feita com co-obrigação, e o cedente não precisa manter o crédito no balanço - é isso o que se discute mudar. Fala-se também na permissão para os aposentados trasferirem seu empréstimo de um banco a outro. Em tese, isso prejudicaria os menores, uma vez que, com funding mais caro, precisam cobrar juros mais altos.
"Os pequenos e médios terão que recorrer mais aos fundos de recebíveis para financiar suas carteiras de consignado, e para reduzir a alavancagem dos seus balanços", afirma Gilberto Salomão, diretor geral do Lemon Bank, banco brasileiro que só opera com correspondentes (como se vê no quadro). Cruzeiro do Sul, Daycoval, BMG e Rural acabam de lançar os seus; BMC e Pine já anunciaram para breve novas colocações de FIDC.
Mas os bancos menores têm buscado outras alternativas. O Schahin, por exemplo, vai diversificar fontes de captação - e entrar no negócio de cartões de crédito, informou Carlos Eduardo Schahin, diretor financeiro. Outra frente é a de financiamentos ao comércio exterior. O momento é favorável, uma vez que organismos multilaterais elegeram bancos médios como prioridade. O IFC (braço de investimentos em empresas privadas do Banco Mundial) tem US$ 500 milhões para seu programa de Global Trade Finance. O BicBanco, por exemplo, obteve do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do IFC um total de US$ 85 milhões. O Indusval obteve crédito inicial de US$ 5 milhões do IFC, por 90 dias.
Disputa entre titãs Entre os grandes, a movimentação pelo consignado é forte. O HSBC, por exemplo, está dando prioridade a contratos fechados por sua rede de correspondentes bancários e lojas Losango, a taxas de 2,86% ao mês, no caso de aposentados (teto que o INSS acaba de fixar). O responsável pela área de crédito ao consumo do banco, Henrique Frahya, foi recentemente alçado à presidência da Losango com a missão de aumentar essa carteira. Já o Santander Banespa registrou crescimento de 0,8 ponto percentual, para 3,4%, no crédito consginado nos útlimos 12 meses. Ramón Sánchez, vice-presidente de planejamento do banco, revela que a estratégia sempre foi fazer produção própria. "O produto é muito bom, a inadimplência é baixa", diz.
Verdadeira tábua de salvação para instituições pequenas e médias no ano passado - quando somente os negócios com aposentados do INSS, iniciados em maio de 2004, atingiram R$ 11,5 bilhões em dezembro -, o consignado está mais concorrido agora que o ritmo de expansão está mais lento, as taxas, menores (até tabeladas, em alguns segmentos) e a cobrança de taxas de abertura de crédito (TAC), proibida. Segundo dados de junho do BC, o saldo do consignado (incluindo setor público e privado, funcionários da ativa e aposentados) estava em R$ 40,4 bilhões. Cerca de R$ 14 bilhões são de contratos com aposentados e pensionistas do INSS.
Citi volta a operar; GE, BNP e BMG ensaiam; Votorantim Panamericano dão os primeiros passos. As excelentes perspectivas para o crédito imobiliário no Brasil já começam a atrair novos participantes a este mercado. O Citibank, que havia se afastado em 2000, voltou em janeiro a oferecer o produto. Bancos estrangeiros de atuação mais discreta no Brasil, como o BNP Paribas, também estão de olho no segmento, assim como bancos médios, especializados em consignado, como Panamericano e BMG, estão interessados em aproveitar sua experiência para oferecer financiamento imobiliário às classes C e D. Além disso até grupos com braços financeiros, como a GE - que aqui já faz financiamentos de automóveis - também estão se estruturando para atender a demanda. O Banco Votorantim está finalizando a estruturação de uma área especializada em crédito imobiliário a construtoras. O banco não confirma, mas fontes do mercado informam que a BV Financeira, seu braço de varejo, deve entrar em breve no mercado imobiliário para pessoas físicas.
Até o Banco do Brasil (BB), maior do País - e que estava fora do negócio - acaba de fechar parceria para começar a operar também. Enquanto isso, bancos comerciais com tradição no segmento têm grandes planos para o negócio: o Itaú, por exemplo, prevê ampliar sua carteira em dez vezes nos próximos cinco anos, para cerca de R$ 20 bilhões, segundo informou recentemente seu presidente, Roberto Setubal. Depois de fechar sua carteira em 2000, o Citibank está oferecendo desde o começo do ano financiamentos imobiliários pelo SFH e Carteira Hipotecária, com juros que vão de 10,95% a 12,95% ao ano, para clientes com renda a partir de R$ 3 mil mensais, por até 20 - anos o total emprestado vai até o máximo de 80% do valor do imóvel. Edson Nassar, superintendente executivo de produtos e serviços do Citi, não revela metas para este ano, mas garante que o banco tem recursos suficientes na poupança para recomeçar o negócio - o Citi passou os últimos seis anos com 60% dos recursos captados (que deveriam ir para o crédito imobiliário e não foram) depositados no Banco Central, a taxas punitivas.
Nassar informa porém que dependendo da demanda, o banco pode voltar a incentivar a captação de poupança no segundo semestre. "Não queremos ser os maiores, mas sim oferecer o melhor serviço", diz. Segundo o executivo, o banco está voltando agora a esse mercado porque não dá para ficar fora quando a demanda é grande. "Nossa estratégia é ter na prateleira todos os produtos para atender nossos clientes". "Negócio do momento"
Wilson De Aro, diretor financeiro do Banco Panamericano, informa que a instituição está testando o mercado de crédito imobiliário com uma modalidade um pouco diferente: o financiamento com garantia em imóvel. O Panamericano financia até R$ 500 mil, equivalentes a um percentual que pode chegar a 70% do valor do imóvel, a taxas a partir de 1,8% ao mês, por até cinco anos. De Aro informa que o piloto começou em janeiro, no interior de São Paulo, e já foram emprestados R$ 20 milhões. "Há outras 180 propostas em análise no valor de R$ 100 milhões", diz. Os clientes costumam usar os recursos para reformar ou comprar uma outra casa. Alaor Rodrigues, vice-presidente executivo do BMG, é outro que confirmou estudos para entrar no segmento de crédito imobiliário. "É o grande filão do momento", diz. O banco estuda entrar com parcerias com fundos estrangeiros e/ou financiar com recursos próprios.
"Embora o negócio seja muito diferente de um financiamento de automóvel ou crédito consignado, para bancos menores e de nicho a entrada no segmento especializado é mais fácil e ágil do que para bancos grandes", diz Décio Tenerello, presidente da Abecip, entidade que representa o setor. Recorde em 2006
Bernard Mencier, presidente do BNP Paribas, informa que o banco francês também está estudando entrar nesse mercado, por meio das suas unidades de crédito ao consumo - Cetelem e Cardif. Também pretende oferecer o produto a seus clientes do private bank. A idéia é aplicar recursos próprios, uma vez que o banco não tem poupança. Mas o BNP também estuda participar de alternativas no mercado de capitais, como securitizações. "Não existe um banco global hoje que não esteja acompanhando de perto o mercado de financiamentos de imóveis no Brasil".
O Banco do Brasil fechou no dia 12 acordo operacional com a Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex) para antecipar sua entrada no segmento, enquanto aguarda autorização do Banco Central para atuar por conta própria. A expectativa é desembolsar R$ 650 milhões em 2007, o que representa volume de 10 mil contratos, com tíquete médio de R$ 65 mil. As taxas das linhas da Poupex disponíveis nas agências do BB vão variar de 10,49% a 12% ao ano, além da TR, de acordo com o valor a ser financiado. O valor do empréstimo pode chegar a 80% do valor do imóvel e o prazo de pagamento é de 180 meses. A GE Money, braço de financiamento ao consumo da General Electric, gigante multinacional norte-americana, também disse a este jornal que vai entrar no mercado de crédito imobiliário no Brasil até o final deste ano. "É o negócio do momento", diz Ivan Svitek, presidente da GE Money no País. "Hoje, metade das operações de crédito no mundo é financiamento imobiliário". A meta do banco para este ano é dobrar de tamanho no Brasil este ano - o que significa aumentar para R$ 2 bilhões a carteira de crédito.
Os financiamentos imobiliários do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) atingiram R$ 9,5 bilhões em 2006 - um crescimento de 95,5% em relação a 2005. Apenas em dezembro, o volume emprestado foi superior a um R$ 1 bilhão - o melhor resultado observado num único mês nos últimos 20 anos. ( O Banco BMG encerrará o ano com um saldo de R$ 10 bilhões na carteira de crédito consignado a funcionários públicos, aposentados do INSS e empregados de empresas privadas. Somente neste ano, foram liberados R$ 3,7 bilhões, o que representa um aumento de 77% em relação ao volume de recursos concedido no ano passado e reforça a liderança da instituição no segmento de empréstimos com desconto em folha de pagamento. Para 2008, o banco projeta expansão de 25%
Segundo o vice-presidente do banco, Márcio Alaor de Araújo, o crescimento mostra que, a despeito de sucessivas previsões negativas, o crédito consignado continua em expansão. Segundo informou, somente o INSS libera R$ 900 milhões, a cada mês, para novos empréstimos dos aposentados. "Isso sem falar na renovação de crédito dos usuários já existentes que quitaram débitos anteriores", declarou O executivo afirmou ainda que a demanda por crédito consignado foi muito aquecida em 2007. Mesmo no final de ano, tradicionalmente mais fraco por conta do 13 salário, o Banco BMG liberou R$ 509 milhões em outubro, R$ 530 milhões em novembro e, em dezembro, a média diária de concessões elevará os empréstimos para mais de R$ 600 milhões. A carteira total do BMG é de R$ 11,5 bilhões, dos quais R$ 10 bilhões são crédito consignado. O restante se destina a financiamentos de automóveis e descontos de duplicatas, também conhecidos como recebíveis. Do total de recursos direcionados para o crédito, apenas R$ 1,5 bilhão é recurso próprio. O restante é formado por captação em CDB (R$ 2 bilhões), cessão de crédito (R$ 7 bilhões) e emissão externa (R$1,5 bilhão). Como o mercado se apresenta muito maior que a capacidade de atendimento do BMG, Márcio Alaor informa que o banco está buscando um caminho para se capitalizar ainda mais, seja por meio de abertura de capital na Bolsa ou por aliança com um grande fundo de investimento. Número 1
O BMG lidera o ranking do segmento de empréstimo com desconto em folha, com 17% do mercado. Em seguida, com pouca diferença, estão o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. O mercado é disputado por 43 bancos e duas financeiras independentes. O banco acredita que crescerá 25% em 2008 caso alcance sucesso nas licitações para a realização de empréstimos consignados para os funcionários dos governos estaduais de São Paulo, Ceará, Pará e Rio Grande do Sul, que hoje dão exclusividade a uma única instituição financeira. A partir de janeiro o BMG também pretende atuar de maneira mais forte junto às empresas privadas que, segundo Márcio Alaor, ainda não compreenderam o benefício que esse empréstimo representa para seus empregados. De acordo com o executivo, muitos dirigentes de empresas acreditam que o empréstimo é uma forma de criar dívidas para seus empregados, mas, na verdade, eles já se encontram endividados, pagando juros altos no cheque especial e cartão de crédito. Hoje, o consignado para empresas privadas representa só 7% da carteira do banco.
O Banco BMG dispõe de apenas 10 agências convencionais, com porta para a rua. Para realizar esse gigantesco volume de R$ 10 bilhões de empréstimos, a instituição se vale dos serviços autônomos de uma rede de 3 mil correspondentes bancários, cada um com loja ou escritório próprio. Estes, por sua vez, mobilizam um exército de 30 mil corretores, que são conhecidos pelo carinhoso apelido de "pastinhas", por andar com suas maletas abarrotadas de propostas. Eles vão aonde o aposentado e os servidores estão e se encontram presentes em todos os municípios brasileiros. Na prática, o banco montou uma rede de 3 mil agências, nas quais são oferecidos todos os produtos da instituição, com destaque para o consignado, cartão de crédito e financiamento de veículos. Em decorrência da expansão dessas microgências e da volúpia dos agentes e seus pastinhas, que recebem apenas pela produção apresentada, o financiamento de automóveis também subiu. Em 2004, o BMG liberou R$ 277 milhões para a compra de carros, volume crescente ao longo dos anos até atingir R$1 bilhão em 2007. A atividade se tornou atraente, segundo Márcio Alaor, depois de várias modificações na legislação, que agora permite a retomada do veículo dos compradores inadimplentes em apenas 60 dias e sua imediata revenda para outro cliente. A instituição só empresta para a aquisição de automóveis usados e, segundo informou, o crescimento do mercado pode ser visto pelo exemplo de Belo Horizonte, onde são emplacados 500 veículos por dia, grande parte estimulada pelos juros que também não ultrapassam 2,5% ao mês.
Nos últimos quatro meses, os servidores públicos e aposentados do INSS se depararam também, nas agências dos correspondentes bancários, com um extenso mostruário de aparelhos eletrodomésticos, como geladeiras, televisões, máquinas de lavar e fogões. Trata-se de uma nova atividade do banco, denominada BMG Eletro, que oferece esses aparelhos aos aposentados, fornecidos diretamente pelos fabricante. As prestações são descontadas em folha de pagamento, sem nenhum acréscimo ou promoção e saem mais em conta que no varejo da cidade.
A venda é realizada basicamente por catálogos, como fazia a antiga rede Sears dos Estados Unidos. A iniciativa, segundo Márcio Alaor, resultou da percepção de que os tradicionais tomadores do consignado quitaram suas dívidas e agora buscam o dinheiro barato para a reforma da casa própria ou ainda para a aquisição de aparelhos eletrodomésticos. Os catálogos oferecem 120 produtos diferentes, mas os preferidos são mesmo a geladeira, a máquina de lavar , o aparelho de som e o fogão. O BMG Eletro vende cerca de 3.500 produtos por mês, o que corresponde ao volume de uma grande loja de eletrodomésticos num shopping de movimento forte e que resultam em créditos superiores a R$ 10 milhões mensais. Alta de 300%
Segundo o consultor de marketing Rodrigo Vieira, que trabalha para o banco, as vendas de eletrodomésticos poderiam ser ainda maiores, mas os fabricantes têm medo de irritar as grandes redes de varejo. Por isso, o banco não faz campanha publicitária para promover o produto. Mas, a previsão é de que o BMG Eletro cresça 300% em 2008. "Temos que inovar, pois dinheiro todos os outros bancos também oferecem", declarou.
A massificação do uso do cartão de crédito entre aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) para compras com desconto em folha de pagamento vai demorar, na avaliação de especialistas do setor. Eles apontam que poucas instituições que atuam no setor já estão aptas a operar com o produto. Além disso, os próprios bancos afirmam que o conservadorismo e a falta de familiaridade desse público com os cartões de crédito também são fatores que podem limitar a expansão desse mercado no País.
Dos mais de 50 bancos que atuam no crédito consignado para beneficiários do INSS, apenas seis oferecem cartões de crédito (BMG, Cruzeiro do Sul, Panamericano, GE, Bradesco e Schahin), embora esta modalidade já esteja regulamentada desde 2005. "A maioria das instituições considera a operação menos rentável do que os financiamentos diretos com desconto em folha", afirma Luis Octavio Índio da Costa, diretor-executivo do Banco Cruzeiro do Sul. Ele explica que grande parte das compras com cartão não embute juros. Além disso, os bancos têm que dividir parte dos ganhos com as administradoras de cartões. Segundo profissionais do mercado, só o investimento inicial para entrar no setor, incluindo a compra de cota de uma das bandeiras (MasterCard, Visa) chega a R$ 10 milhões.
Na última segunda-feira, porém, o INSS mudou as regras no setor, reduzindo de 30% para 20% o teto do benefício mensal que pode ser comprometido com crédito consignado. Em contrapartida, o prazo de financiamento subiu de 36 para 60 meses. Além disso, os beneficiários poderão empenhar até 10% dos rendimentos mensais nas compras com cartão de crédito.
Com as mudanças, os que ainda não operam com o produto já começam a se movimentar para não correr o risco de perder mercado para a concorrência. "Já fomos sondados por diversas instituições", conta Wanderval Alencar, diretor-executivo da CSU CardSystem, maior administradora de cartões de crédito do País não ligada a bancos. A reportagem apurou que o Banco do Brasil deve lançar seu cartão de crédito para consignados em breve. A permissão para usar parte do benefício por este meio era um pleito antigo de sindicatos de aposentados. Mas para os bancos que já atuavam no setor, o impacto das mudanças deve ser pequeno. "Esse público não é um comprador compulsivo", diz Márcio Alaor, vice-presidente do BMG, o maior banco privado do setor no País, e que já oferece cartão de crédito há três anos. "Apesar dos investimentos em divulgação, hoje menos de 10% dos nossos 1,8 milhão de clientes aderiu", conta. No Banco Cruzeiro do Sul, só 3% da carteira de R$ 4 bilhões em consignado teve origem em compras com cartão de crédito. "Muitos aposentados ainda não têm familiaridade com o produto", diz Costa, diretor do banco.
Para o vice-presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), José Arthur Assunção, as chances de as mudanças anunciadas pelo INSS induzirem um aumento significativo do endividamento dos aposentados são remotas. "O perfil dos tomadores de empréstimo consignado continuará sendo o do trabalhador que se deparara com contas de última hora, como uma reforma urgente em casa, compra de remédios e outros itens do dia a dia", disse, em nota. Guerra interna
As alterações promovidas pelo INSS provocaram discussões acaloradas entre representantes dos sócios da ABBC (Associação Brasileira de Bancos). O vice-presidente da entidade, Renato Oliva, defende que o órgão adie a entrada em vigor das mudanças para permitir que os bancos que ainda não têm um cartão próprio tenham tempo de fazê-lo. Segundo Alencar, da CSU, a implantação do produto leva de 60 a 90 dias. Costa, do Cruzeiro do Sul, refuta a proposta. "A operação com cartões de crédito é permitida desde 2005. A maioria não quis entrar porque considerou o produto pouco rentável. Por que nós, que investimos tempo e dinheiro nesse segmento desde o início, agora teríamos que esperar os outros se adaptarem?", questiona. Segundo ele, muitos bancos erraram ao se concentrarem demais no consignado apenas para aposentados. "Agora, qualquer medida no setor pode ter grande impacto."



O que é consignação em folha de pagamento?
É o desconto efetuado diretamente na folha de pagamento do servidor (ativo e aposentado) e do pensionista e classifica-se em compulsória ou facultativa.

O que é consignação compulsória?É o desconto efetuado por força de lei ou determinação judicial a favor da Administração Direta ou autárquica, mediante expressa autorização do servidor ou pensionista.
Exemplos: contribuição ao IPREM/RPPS, pensão alimentícia judicial, obrigação decorrente de decisão judicial ou administrativa, restituição e indenização ao erário público municipal (danos materiais, multas de trânsito), entre outros.

O que é consignação facultativa?É o desconto efetuado com a prévia e expressa autorização do servidor ou pensionista, relativo a importâncias pertinentes à aquisição de bens, produtos ou serviços por ele contratados diretamente com as entidades credenciadas como consignatárias.
Exemplos: mensalidade instituída por entidade de classe e associação; contribuição para plano de saúde, odontológico, de seguro de vida e de previdência complementar; prestações decorrentes de empréstimo pessoal e imobiliário; prestações decorrentes da aquisição de microcomputadores, impressoras e outros equipamentos de informática por meio de linha de crédito, entre outros.

Quem tem direito à consignação em folha de pagamento?Todos os servidores públicos (ativos e inativos) e os pensionistas municipais.

O que é consignatária?É a entidade credenciada destinatária dos créditos resultantes das consignações facultativas e a entidade destinatária dos créditos resultantes das consignações compulsórias.

Existem limites e porcentagens a serem respeitados nas consignações em folha de pagamento?Sim. As consignações compulsórias terão prioridade sobre as facultativas e obedecerão o critério de antiguidade, de modo que uma consignação posterior não cancela a anterior.
É observado o limite máximo de seis entidades consignatárias por servidor ou pensionista. O somatório das consignações compulsórias e facultativas não poderá exceder 70% da margem consignável dos vencimentos, salários, proventos e pensões, respeitado o limite de 40% para as facultativas.

O que é margem consignável?É a parcela dos vencimentos, salários, proventos e pensões passível de consignação compulsória ou facultativa e compreende o padrão de vencimentos acrescido das vantagens pecuniárias que a ele se integram, ou de outros atos concessivos, as vantagens incorporadas e as tornadas permanentes, os adicionais de caráter individual, bem assim as vantagens pessoais ou as fixadas para o cargo de forma permanente, na forma da legislação específica.

Além das regras acima, quais são as outras regras para se obter desconto em folha de pagamento?Cabe ao servidor ou pensionista e à entidade consignatária avaliar a real possibilidade de efetivação da consignação facultativa em face das regras contidas na legislação específica, ficando sob inteira responsabilidade do servidor ou pensionista e da consignatária os riscos advindos da não efetivação dos descontos.
O documento a ser apresentado é o demonstrativo de pagamento original e outros que a entidade julgar necessários para avaliação da viabilidade da consignação.
O documento que a PMSP exige para ser efetivada a consignação em folha de pagamento é a autorização expressa em formulário específico para este fim, ou seja, Ficha de Autorização para Desconto em Folha de Pagamento, assinado pelo servidor ou pensionista, que é a garantia de que o mesmo autorizou o desconto em folha.
Se, por qualquer motivo, o desconto não for efetivado em folha de pagamento, caberá ao servidor ou pensionista providenciar o recolhimento das importâncias por ele devidas diretamente à entidade consignatária, não se responsabilizando a PMSP, em nenhuma hipótese, por eventuais prejuízos daí decorrentes.

O que é empréstimo consignado?É um empréstimo cujas parcelas são descontadas ao final de cada mês, direto na folha de pagamento do vencimento, provento ou pensão do servidor ou pensionista.
Os limites de crédito são personalizados, calculados com base na renda, de acordo com as regras próprias de cada instituição financeira, porém a taxa de juros cobrada não pode ser superior a 2,14% ao mês, bem como não é permitida a cobrança de Taxa de Abertura de Crédito – TAC, e demais taxas administrativas que incidam sobre as operações de empréstimos e financiamentos, de forma que a taxa de juros expresse o custo efetivo do negócio.

Quais entidades financeiras procurar?O empréstimo consignado poderá ser efetuado por qualquer banco ou cooperativa de crédito autorizado a funcionar como tal pelo Banco Central do Brasil e que seja conveniado com a PMSP, mesmo que não seja o banco no qual o servidor ou pensionista receba seus vencimentos, proventos ou pensão.
Existe prazo máximo para as prestações referentes a empréstimo pessoal?Sim. Para contratos novos, o limite máximo é de 60 (sessenta) meses.
No caso de renegociação de empréstimos pessoais, os descontos poderão estender-se pelo prazo máximo de 96 (noventa e seis) meses, com possibilidade de carência de até 3 (três) meses para pagamento da primeira parcela.

O que é sistema eConsig?É um sistema eletrônico de controle da margem consignável que registra a efetivação da consignação em folha de pagamento e rege a troca de informações entre o órgão gestor (DERH - COGEP - SEMPLA) e as consignatárias.
Este sistema disponibiliza uma margem consignável prevista, com referência no pagamento do mês imediatamente anterior, podendo sofrer variação em decorrência de incidência de consignações compulsórias.
As informações dos servidores e pensionistas disponíveis no sistema eConsig somente podem ser vistas pelas entidades consignatárias mediante a autorização por meio da senha eletrônica.

Por que as entidades consignatárias solicitam a minha senha? Que senha é essa?Para que os atendentes das entidades consignatárias possam visualizar a sua margem consignável, e dados de contratos de empréstimo pessoal para fins de compra de dívida, o servidor ou pensionista deve digitar a senha do holerite eletrônico, que foi comunicada a todos no demonstrativo de pagamento do mês de março/2008. Esta senha é pessoal e não deve ser divulgada.

Cuidados que deverão ser tomados na contratação do serviço:a) Em caso de dúvida, você deve sempre preservar em sigilo as informações e dados pessoais, bem como exigir a identificação das pessoas que o estão atendendo, que podem ser funcionários da própria instituição ou podem trabalhar para empresas que foram contratadas para este fim. Você não deverá pagar nenhum valor que não esteja declarado no contrato, a título de taxas e comissões, para representantes de instituições, antes ou depois da contratação do empréstimo.
b) Esta não é uma prática aceita pelos bancos e pela cooperativa de crédito. Caso venha a acontecer, notifique imediatamente a instituição conveniada que você está contratando para que sejam tomadas as providências cabíveis.
c) Seja cuidadoso, também, ao fornecer suas informações e dados pessoais a outras pessoas (mesmo que sejam seus familiares, amigos ou conhecidos), pois elas podem se utilizar da sua boa-fé para acessar os bancos ou cooperativa de crédito conveniados, solicitando empréstimos consignados em seu nome, sem que você saiba, trazendo-lhe futuros problemas e graves constrangimentos.
d) Note bem que a regra da Prefeitura do Município de São Paulo e do Código Civil é clara: não é possível o cancelamento do empréstimo de forma unilateral por parte do servidor ou pensionista.
e) Na hipótese da ocorrência de desconto de empréstimo sem que tenha sido contratado por você, entre em contato diretamente com o banco ou cooperativa de crédito onde está havendo o desconto e solicite a suspensão da cobrança, além da devolução do valor descontado diretamente ao servidor ou pensionista, em prazo não superior a 5 (cinco) dias, a contar da data do repasse pela PMSP.
f) O banco é responsável por problemas decorrentes da falha do serviço prestado e cabe a ele provar que o empréstimo foi efetivamente contratado.
g) Se constatar que foi vítima de uma fraude, faça um Boletim de Ocorrência e procure a instituição onde o empréstimo foi realizado. Caso o problema não seja resolvido diretamente com o banco, recorrer ao Procon-SP ou ao Poder Judiciário para exigir reparação por danos patrimoniais e morais sofridos.

NOTA:O Procon-SP atende pessoalmente nos postos lotados no Poupatempo Sé (Praça do Carmo, s/nº), Santo Amaro (Rua Amador Bueno, 176/258) e Itaquera (Av. do Contorno, 60). Para obter informações sobre os órgãos e serviços oferecidos em cada Posto Poupatempo, bem como, documentos necessários, quem pode e quais as condições para solicitá-los, prazos, taxas e formulários, ligue gratuitamente para o Disque Poupatempo: 0800-772-3633.

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01 CONSIGNADO SERVIDOR ESTADO DE SÃO PAULO

Os servidores públicos estaduais de São Paulo civis e militares, ativos, inativos e pensionistas poderão escolher, a partir de agosto, o banco de sua preferência para contratar crédito consignado (empréstimo com desconto em folha de pagamento do Estado de São Paulo).

Um decreto do governador Geraldo Alckmin abre para as demais instituições bancárias a possibilidade de ofertar esta modalidade de crédito a 1 milhão de funcionários estaduais.

Até o dia 12 de agosto, apenas o Banco do Brasil, que é o agente financeiro do Tesouro do Estado de São Paulo, pode fazer o empréstimo para os servidores com desconto na folha.

Crédito consignado do Estado de São Paulo é alternativa para pagar contas com juros baixos

Limite

A consignação não poderá ser superior a 30% dos vencimentos do servidor e a quitação do empréstimo do Estado de São Paulo deve ocorrer, no máximo, em 60 parcelas.

Antes de contratar o serviço, a instituição bancária deverá informar o valor total financiado, a taxa do custo efetivo total (mensal e anual), o montante total a pagar e o número, periodicidade e valor das parcelas que serão descontadas diretamente do salário do servidor.

Na ocasião do processamento da Folha de Pagamento e do depósito dos vencimentos ao servidor do Estado de São Paulo, o Estado fará o repasse do valor consignado diretamente para a instituição bancária contratada. No caso de uma ou mais parcelas não serem quitadas por algum motivo, caberá ao servidor recolher o valor devido – sem prejuízo para a Administração Pública.

02 BANCO MOSTRA POUCA DISPOSIÇÃO PARA AVANÇAR NA PORTABILIDADE
Dois meses após o novo modelo de portabilidade de crédito entrar em vigor, os bancos estão pouco ativos na conquista das operações dos seus concorrentes. O movimento silencioso se justifica, segundo relatos de executivos ouvidos pelo Valor, pelas condições ainda consideradas propícias à contratação de operações com desconto em folha (consignadas) e de financiamento imobiliário, bem como à alta dos juros no último ano, que desestimula uma competição desenfreada entre as instituições. Houve também entraves tecnológicos no meio do caminho.
 
Segundo dados do Banco Central (BC), em junho foram fechadas 15.364 transações de portabilidade de consumidores e empresas. O número é inferior à média de 54 mil operações por mês, entre abril de 2013 e abril deste ano, que aconteciam sob as regras antigas. Os dados têm frustrado a autoridade, que já convocou duas reuniões com representantes dos bancos para entender o baixo volume, segundo fontes. Procurado, o BC não se manifestou por acreditar que ainda é cedo para avaliar os resultados.
 
Os dados do últimos meses não são exatamente comparáveis com os anteriores, uma vez que até o começo de maio, o BC considerava como portabilidade operações como a chamada "troca com troco", frequente nas migrações de empréstimo consignado feitas pelos correspondentes bancários. Agora a transação é proibida. O que acontecia, nesse caso, é que o tomador contratava o empréstimo até um limite permitido - que é um percentual de sua remuneração mensal. Mas, conforme ia quitando a dívida, abria-se espaço para a contratação de mais financiamento e, nesse contexto, o correspondente bancário, junto com um banco rival, prometia renovar a operação pelo valor "cheio" inicial.
 
O que se vê, por ora, é que os esforços de alguns bancos têm se concentrado na manutenção de sua base de clientes e na captação de novos contratos.
 
É o caso da Caixa. "O foco da Caixa continua sendo gerar novos créditos. Não temos estratégia para tomar clientes de outros bancos", diz o diretor de habitação da Caixa, Teotônio Rezende. O banco gera cerca de 3 mil contratos de crédito imobiliário por dia. Em maio, apenas sete contratos imobiliários foram encaminhados para outras instituições, enquanto 30 clientes de outros bancos quiseram vir para a Caixa. O banco não divulga números, mas diz que quase 100% das solicitações de portabilidade são relativas a crédito consignado.
 
No Banco Daycoval, o cenário também é de pouco interesse e demanda pelas operações. "Acreditamos que seja necessário um tempo para a maturação das novas regras, para que os agentes, tanto bancos, quanto correspondentes e clientes se familiarizem com os ajustes operacionais", diz o diretor do Daycoval Nilo Cavarzan.
 
Problemas tecnológicos também são citados pelos bancos como uma barreira para a portabilidade. O Valor apurou que grande parte das instituições enfrentou problemas em maio com o sistema da Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP). Segundo o superintendente geral da CIP, Joaquim Kiyoshi Kavakama, porém, o sistema funcionou normalmente. Os erros ocorreram por problemas de padronização na maneira como os bancos formatam e preenchem seus contratos de crédito. "Isso já foi conversado. Definimos uma regra e todos terão de se adequar até 21 de julho", diz. Ele explicou ainda que em 5 de maio apenas 50 instituições financeiras estavam com seus sistemas integrados ao da CIP. Agora 145 instituições estão conectadas para a operação.
 
Além disso, os sistemas dos bancos não estão preparados para uma abordagem mais ativa para atrair clientes de outras instituições. "Os bancos estão preparados para operar na portabilidade passiva e obedecer a regulação do BC, mas 50% deles ainda não estão prontos para a portabilidade ativa", diz o membro do conselho de administração da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Renato Oliva.
 
O movimento reduzido também se dá pela maior disposição dos bancos para renegociar os contratos em vigor. Sob a nova regra, as instituições têm até cinco dias para fazer uma contraproposta ao tomador que deseja migrar, dando-lhe uma chance de retê-lo no banco.
 
O Banco do Brasil (BB) montou uma central de atendimento ao cliente específica para atender as demandas e avaliar caso a caso, com foco especial na manutenção dos seus contratos. "Todos os pedidos de portabilidade vão para essa central, e os funcionários entram em contato com o cliente tentando mantê-lo", disse o diretor de empréstimos e financiamentos do BB, Edmar Casalatina. Ele afirmou que grande parte das demandas de portabilidade tem se concentrado em consignado.
 
A alta tarifa interbancária das operações - a taxa de compensação paga por um banco ao outro pelos custos de originação do crédito - também tem sido um inibidor da portabilidade eletrônica. Apesar de terem sido firmadas em um acordo feito pelos próprios bancos via Febraban, os valores fixados não agradaram a todos. Para cada modalidade de crédito, os bancos definiram um teto máximo, que decresce de acordo com a idade do contrato e do saldo em migração.
 
Os dois valores mais altos se dão na portabilidade de crédito imobiliário e veículos, com taxas de até R$ 3.750 e R$ 1.475, respectivamente. Dependendo do contrato e do banco, o valor pode inviabilizar a operação.
 
Entre os bancos consultados pela reportagem, o Pan foi a única instituição que assumiu uma postura mais ativa na busca por clientes de outras instituições. "Estamos vendo a portabilidade como uma ferramenta também para conquistar novos clientes", diz o diretor de consignação, Alex Sander Moreira Gonçalves. (Colaboraram Carolina Mandl e Felipe Marques)
 
Fonte: Valor Econômico / Fabiana Lopes - 03.07.14
 
02 Correspondente quer mudança nas regras
As novas regras de portabilidade de crédito não agradaram os correspondentes bancários, que até abril eram os principais agentes de migração de crédito entre os bancos. Por meio de duas associações, a Aneps e a Ancorp, os correspondentes colhem assinaturas para enviar ao Senado e à Câmara uma petição pela paralisação e rediscussão das novas regras criadas pelo Banco Central (BC).
 
Desde que a "troca com troco" passou a ser proibida pelo BC, o correspondente ficou sem atrativos para convencer um cliente a migrar de banco. Ao transferir os empréstimos, os correspondentes - conhecidos entre os bancos como "pastinhas" - ganham uma comissão. Os correspondentes integram cerca de 30 mil pequenas e médias empresas no Brasil.
 
"Concordo que havia uma situação descontrolada com muita gente explorando os tomadores de crédito com compra e recompra em busca de comissões, só que isso se resolveria se os bancos não aceitassem essa prática", diz o presidente da Anesp, Edison João Costa.
 
Segundo o presidente da Ancorp, Glemar Coelho, o volume de empréstimos feitos pelos correspondentes caiu muito desde as novas normas. "As operações devem ter caído cerca de 80%. Toda aquela estrutura de correspondente bancário que fazia R$ 10 bilhões de empréstimos passou a fazer R$ 2 bilhões."
 
Fonte: Valor Econômico / Fabiana Lopes - 03.07.14
 
01 Bancos buscam novos clientes no consignado
A retração verificada e projetada pelo Banco Central na totalidade das concessões de crédito no País está passando ao largo do consignado, que mantém taxas de crescimento anual de dois dígitos. Segundo os dados do BC, enquanto as concessões para carro desaceleraram, o consignado teve alta de 13,3% nos últimos doze meses até maio. Essa modalidade atrai os bancos em virtude do baixo nível de inadimplência, e o consumidor, pelas taxas de juro mais baixas entre as ofertas de crédito. O segmento continua sendo considerado relevante para os bancos, que terão que se esforçar para trazer novos clientes e manter o ritmo de expansão. Mas isso não assusta o setor.
 
O superintendente executivo de Crédito Consignado do Santander, Cezar Zanikian, destacou a relevância do segmento para o banco. “O produto tem um papel importante em nossa estratégia, por sua característica e capacidade de vinculação. Por isso, recentemente, reformulamos nossa estratégia comercial e passamos a ofertar o produto com maior foco na nossa rede de agências e representantes exclusivos do banco espalhados pelo Brasil. Desde então, já começamos a observar a evolução dos resultados em linha com os objetivos almejados”, afirmou Zabikian.
 
A superintendente financeira da Sorocred, Mary Helen Souto, também se diz otimista. Ela observa que embora o banco não tenha grande participação no segmento — que representa 8% do total da carteira de crédito, a Sorocred pretende ampliar a atuação nesta área. “Já estamos estudando algumas formas de trabalhar. Estamos com alguns projetos pilotos e estamos procurando um nicho que não tenha tanta concorrência. Esse produto é de nosso interesse e esperamos crescer nele a partir do próximo ano”, afirmou.
 
O Diretor Financeiro e de RI do Banrisul, João Gazzana, destaca o grande potencial a ser explorado. “Há espaço para crescer, mesmo que o ritmo seja um pouco menor”, disse. De acordo com ele, esse segmento foi bastante explorado pelos bancos em razão, principalmente, do baixo nível de inadimplência. Vários clientes que tomaram esse empréstimo há alguns anos, ainda estão pagando as prestações, já que o prazo dessa linha pode chegar a 60 meses. A regra bancária diz que o cliente só pode comprometer até 30% do salário. No entanto, se o cliente pagar parte da dívida terá disponibilizado um porcentual e poderá voltar a contratar um novo empréstimo.
 
Atrair clientes novos é o grande desafio dos bancos, avalia o analista de Instituições Financeiras da Austin Rating Luis Miguel Santacreu. “Esse produto foi bastante propagado pelos bancos, com amplas campanhas de marketing. Agora, o desafio é capturar novos clientes”, disse. Santacreu lembra que o produto deixou de ser apenas um produto, para se tornar o “queridinho dos bancos”. Mesmo diante do novo desafio, Gazzana está otimista e espera uma expansão de 12% no crédito consignado este ano, um pouco menor do que a registrada em 2013, de 14% a 15%.
 
O diretor da Financeira Consignado do Daycoval Nilo Cavarzan ressalta ainda que por ser um produto com baixo risco de inadimplência, o banco se sente seguro para crescer num período em que a economia não está boa. “Como parte de sua estratégia de negócios, o banco busca sempre uma diversificação de carteira. Sem dúvida, o crédito consignado é muito importante para esse sucesso e responde hoje por 36% de nossa carteira. É um produto que vem crescendo mês a mês em resultados e importância para o Daycoval. É um mercado com menos competidores, mas os competidores são de peso (bancos grandes)”, afirma Cavarzan.
 
Mary observa ainda que a falta de regulamentação para os correspondentes bancários era um problema, já que permita que esses parceiros levassem o crédito deum banco para outro sem nenhuma restrição. Hoje, coma portabilidade, que entrará em vigor no início de janeiro, segundo ela, isso vai acabar. Com a nova regra, o banco A terá cinco dias para fazer uma oferta ao cliente que queira levar sua dívida para o banco B. “Com os correspondentes legalizados, os bancos terão mais poder de negociação junto aos seus clientes”, afirma.
 
Fonte: Brasil Econômico / Alessandra Taraborelli - 03.07.14
02 DILEMA DOS BANCOS PÚBLICOS
Os dois maiores bancos brasileiros com controle federal—Banco do Brasil (BB) e Caixa Econômica Federal—estão enfrentado um dilema. Daqui para frente, será preciso calibrar muito bem a pressão das torneiras do crédito, para que um excesso não comprometa os índices de alavancagem (medido pelo volume de empréstimos em relação ao capital); e para que parcimônia demais não precipite o aparecimento de índices de inadimplência mais elevados.
No caso da Caixa, o problema do capital está praticamente equacionado — o banco converteu R$ 37 bilhões em empréstimos perpétuos obtidos junto ao Tesouro. Como a Caixa é 100% do Tesouro, os analistas pressupõem que o banco receberá suporte em qualquer hipótese ou necessidade. No caso do BB, que tem acionistas privados e ações na Bolsa, a calibragem é mais crítica. O banco também conta com suporte do governo, mas deve satisfações ao mercado.
No caso de inadimplência maior, a rentabilidade de ambos sairá prejudicada; no caso de aumento de capital, o BB tem mais a perder— na semana passada, segundo a agência Bloomberg, o banco teria enfrentado investidores mais exigentes, ou seja, seu custo vai aumentar.
Edgard Dias, analista de bancos dedicado à Caixa na agência de classificação de risco Standard &Poor"s (S&P), acredita que a capitalização da Caixa é confortável, mas admite que com ritmo de concessões de crédito mais baixo do que nos últimos anos, quando a média passou de 40% ao ano, a qualidade da carteira de crédito da Caixa pode se deteriorar: “O forte crescimento dos últimos anos diluiu os ativos ruins”, lembra, referindo-se ao cálculo do índice
onde quanto maior o denominador (o volume total de crédito) menos o numerador (o volume de créditos em atraso) pesa na conta final. Mas Dias diz que a piora também está atrelada à alta recente dos juros. De qualquer maneira, o bom nível de renda e emprego continua evitando uma deterioração maior, que na sua opinião deve vir apenas em linhas como crédito pessoal não consignado e veículos, mas não no crédito imobiliário, modalidade na qual o banco tem grande experiência.
Cynthia Cohen Freue, analista especializada em BB na S&P, também atribui o baixo índice de inadimplência do banco ao forte crescimento do crédito em carteiras tradicionais, como agronegócio e consignado, que tem baixos índices de atrasos. Mas reconhece que pode haver uma alta dos calotes em outros segmentos, como crédito pessoal, cartões de crédito e middle market (médias empresas). Em relação ao capital, Cynthia está confortável com o nível atual: “O BB está bem, do ponto de vista de capital regulatório. Mas está buscando alternativas de funding para melhorar a qualidade com emissões de dívida subordinada no exterior”, diz.
“Todos os bancos brasileiros viram seus índices de alavancagem aumentar depois do crescimento forte do crédito nos últimos anos. E afila foi puxada pelos bancos públicos, o que causou algumas distorções e fez do sistema bancário brasileiro um pouco mais arriscado”, diz Sergio Garibian, analista do setor financeiro brasileira na S&P.
Para a agência Moody"s, há problemas à vista coma qualidade das carteiras de crédito dos bancos públicos — e o mesmo não ocorre com os bancos privados. A analista Ceres Lisboa disse em relatório divulgado no último dia 5 que essa preocupação já está visível nos balanços dos bancos públicos, que vem aumentando suas provisões. Segundo o relatório, o volume de empréstimos classificados nas categorias de risco mais altos cresceram 25% ante alta de 20% da carteira total nos bancos públicos desde setembro do ano passado.
“Depois da crise financeira internacional em 2008, os bancos públicos federais brasileiros desempenharam papel importante para irrigar a economia com crédito, pois os privados colocaram o pé no freio. Mas daqui para a frente o crescimento vai ser menor”, diz Erivelto Rodrigues, presidente da Austin Rating. O especialista também espera que o crescimento menor pode resultar no aparecimento de índices de inadimplência maiores. Mesmo com crescimento menor, Rodrigues também concorda que os bancos públicos estão com menos folga de capital. Para ele, a ida do BB ao exterior foi favorecida depois que o governo retirou o IOF das captações externas com prazos acima de seis meses, na semana passada. ”Essa isenção abre uma possibilidade maior de captar lá fora, mas o custo vai depender do mercado”.
Maria Rita Gonçalves, analista de bancos da Fitch Rating, disse em relatório especial sobre a Caixa no final do mês passado acreditar que a melhorada posição de capital da Caixa vai incrementar a capacidade de absorção de perdas diante de um potencial aumento dos créditos duvidosos, especialmente no caso de desaceleração da expansão do crédito. A Fitch atribui a boa qualidade dos ativos da Caixa à alta proporção dos créditos com garantias na carteira de crédito da Caixa (aproximadamente 65% em dezembro de 2013), mas nota que a tendência pode não perdurar em um cenário de maior estresse.
Rodrigues lembra que o governo já volta a pressionar os bancos para dar mais crédito, para animar o crescimento da economia. “Até o ex-presidente Lula já se manifestou nesse sentido”, diz.
A Fitch continua acreditando que a probabilidade de suporte do governo à Caixa, em caso de necessidade, seja alta. Isso, porque o banco é 100% controlado pelo Tesouro Nacional (Tesouro), além de ser sistematicamente importante para o sistema local, comparticipações de mercado muito altas no mercado imobiliário e depósitos de poupança (69% e 35%, respectivamente, em dezembro de 2013). A Caixa tem um papel crucial nas políticas e é o principal veículo do governo para conceder crédito à população de baixa renda a taxas preferenciais.
Fonte: Brasil Econômico / Léa De Luca - 10.06.14
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29/12/08 14h25

Consignação é arma para enfrentar crise

Gazeta Mercantil - 29/12/2008

O varejo está acirrando as negociações com a indústria para desovar estoque e tentar segurar os preços. Vale até mesmo tirar antigas soluções da gaveta, como a venda consignada, instrumento tradicionalmente utilizado em épocas de crise. "O lojista não gosta de comentar mas essa prática sempre aconteceu e é mais forte em momentos de dificuldades", afirma Nabil Sahyoun, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Shoppings (Alshop). "Este é um momento em que varejo e indústria têm que trabalhar juntos para atrair os clientes", afirma. Porém, alguns setores terão que se apoiar mais do que outros, como é o caso de vestuário e calçados. Considerados as possíveis vedete do Natal, devido aos produtos de menor valor, esses setores apresentaram um aumento real de apenas 4% nas vendas. "É aqui que estão aumentando as consignações", diz Sahyoun, ressaltando que, do contrário, a indústria teria que amargar uma forte redução no número de pedidos em janeiro. Algumas confecções, particularmente as menores, reconhecem que as encomendas atrasaram este ano e uma "parte pequena" da produção foi deixada em consignação visando a desova de estoques. "A consignação é uma forma de todos ganharem." A falta de confiança do consumidor comprometeu os resultados do Natal, mas não o suficiente para prejudicar as vendas do ano. Dados da Associação Brasileira de Shoppings (Alshop) mostram que as vendas tiveram aumento real de 3,5% no período natalino e 6,4% no acumulado do ano, quando atingiram R$ 70,7 bilhões. Inicialmente, a expectativa era de um crescimento em 2008 entre 8% e 10%. A projeção otimista da entidade é que o setor tenha uma alta real de 4% nas vendas no próximo ano.
02
08/10/08 11h38

BB e CEF compram carteiras de bancos

Valor Econômico - 08/10/2008

Os dois principais bancos comerciais sob controle do governo federal aderiram ao esforço de socorro a pequenos bancos com restrições de liquidez e já estão negociando a compra de carteiras de crédito de diversas dessas instituições. O Banco do Brasil informou que negocia especificamente aquisições de operações de crédito consignado, aquelas nas quais o pagamento do empréstimo se dá mediante desconto direto no salário do tomador. A Caixa Econômica Federal, por sua vez, antecipou que deverá comprar carteiras de "mais de uma dúzia" de bancos de menor porte. Nenhum dos dois deu mais detalhes, já que as negociações ainda não estavam, ontem, plenamente fechadas. Ambos agiram a partir do estímulo criado na semana passada pelo Banco Central. Com intuito de minimizar os efeitos da falta de linhas de crédito internacional e seus efeitos sobre a liquidez em moeda nacional, a autoridade monetária baixou circular permitindo que o valor usado pelos grandes na compra de carteiras de pequenos bancos seja abatido do recolhimento compulsório sobre depósitos a prazo. No limite, os bancos maiores poderão sacar de suas reservas compulsórias até R$ 23,5 bilhões (US$ 10,2 bilhões) aproximadamente. O desconto vale somente se o vendedor for instituição com patrimônio de referência de até R$ 2,5 bilhões (US$ 1,1 bilhão). O BB pode, em tese, usar até R$ 4,8 bilhões (US$ 2,1 bilhões) para as aquisições pretendidas de operações de crédito. A Caixa pode sacar pouco mais de R$ 800 milhões (US$ 347,8 milhões) do BC para o mesmo objetivo. O BB só quer crédito consignado porque essas são as de menor risco. A Caixa também já tinha manifestado interesse principalmente nesse tipo de operação, mas não descarta outras modalidades, entra elas crédito imobiliário, que é a sua especialidade.

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