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Daycoval capta R$ 200 milhões em letra financeira

O banco Daycoval fechou a captação de R$ 200,1 milhões em letras financeiras - título semelhante a uma debênture que pode ser emitido por instituições financeiras. A remuneração dos papéis foi definida em 115% da taxa dos depósitos interfinanceiros (DI), no teto estabelecido na emissão, conforme apurou o Valor.
Apesar de não ter conseguido reduzir a taxa durante o processo de coleta de investimento ("bookbuilding", no jargão de mercado), a operação foi considerada bem sucedida pelo mercado, por se tratar de uma primeira operação do gênero e diante do atual cenário de maior aversão a risco. Procurado, o banco informou que não comentaria o assunto.
Como a emissão foi realizada sob o regime de melhores esforços, e não com garantia firme, os papéis foram efetivamente colocados no mercado, em vez de parar no balanço dos bancos coordenadores - Itaú BBA e BTG Pactual. A demanda pela emissão, que possui prazo de 26 meses - pouco acima do mínimo permitido, de dois anos -, teria ficado pouco acima da oferta.
O Daycoval pretende usar os recursos captados com as letras "no curso ordinário de negócios". A operação faz parte de um programa de distribuição contínua que pode chegar a R$ 1 bilhão em um prazo de dois anos.
O banco, especializado na concessão de crédito para pequenas e médias empresas (middle market), registrou lucro líquido de R$ 75,2 milhões no segundo trimestre deste ano - o que representa um aumento de 17,1% em relação ao mesmo período de 2010 - e retorno sobre o patrimônio líquido de 17,6%.
Criada no final de 2009, a emissão de letras financeiras deslanchou após dezembro do ano passado, quando o Banco Central decidiu isentar os papéis do recolhimento do recolhimento do compulsório e elevou a alíquota para o Certificado de Depósito Bancário (CDB) tradicional de 23% para 32%. No mesmo mês, a Comissão de Valores Mobiliários regulamentou a oferta pública dos papéis.
Em agosto, o estoque de letras registrado na Cetip ultrapassou R$ 100 bilhões. A expectativa é que o instrumento ajude a equilibrar a relação entre os passivos e ativos dos bancos. Ao contrário do CDB, que possui liquidez diária, a letra financeira não é resgatável.
A emissão do Daycoval foi a primeira realizada com base na Instrução nº 400 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que permite uma distribuição mais ampla. A RCI Brasil, financeira do grupo de montadoras Renault-Nissan, captou neste mês R$ 300 milhões em uma emissão pública realizada com esforços restritos de colocação, na qual podem participar até 20 investidores. Além do Daycoval, os bancos BMG e Bradesco entraram com pedidos na CVM para realizar ofertas públicas de letras financeiras.
Fonte: Valor Econômico/ Vinícius Pinheiro e Carolina Mandl - 23/04/2011