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A concretização da compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil (BB) reafirma o cenário de reorganização do setor bancário. Nos últimos 12 meses, das grandes instituições do País a única que não se movimentou, adquirindo outro banco, foi o Bradesco. O espanhol Santander, quarto no ranking por ativos, comprou a operação local do holandês ABN Amro Real. Na seqüência, houve a megafusão Itaú-Unibanco - antes na terceira e na quinta posições, respectivamente - , formando a maior instituição do Hemisfério Sul, ultrapassando o então líder BB. Agora, foi a vez do Banco do Brasil reafirmar sua posição de segundo maior do País em ativos adquirindo a Nossa Caixa.

A última compra relevante de um banco pelo Bradesco ocorreu no começo do ano passado, quando adquiriu o BMC, forte em crédito consignado. Este ano, o único movimento do Bradesco foi a aquisição da corretora Ágora. Rumores de outras negociações, envolvendo a aquisição de bancos como Votorantim, Safra ou mesmo a operação local do Citbank devem ganhar fôlego após o fechamento da compra da Nossa Caixa pelo BB.

"É natural que qualquer eventual negociação em curso se acelere com todo este movimento. Tecnicamente, os bancos estão sempre abertos a compras e o Bradesco, de fato, não faz nenhuma compra significativa há um bom tempo", avalia Luiz Miguel Santacreu, analista de banco da Austin Rating. Embora o ranking dos bancos por ativos tenha se alterado após a fusão Itaú-Unibanco, Santacreu lembra que há outras formas de avaliação de um banco e que, neste caso, o BB está muito bem posicionado.

"Mesmo com a compra da Nossa Caixa, o BB ainda está longe de alcançar o Itaú-Unibanco, mas o banco segue líder em depósitos, com R$ 263 bilhões", diz o analista. O Itaú-Unibanco tem, em depósitos, bem menos do que o BB, cerca de R$ 167 bilhões, enquanto o Bradesco tem R$ 139 bilhões. Em total de crédito, outro indicador importante, o BB após a compra da Nossa Caixa passa a ter R$ 213 bilhões, atrás ainda do Itaú-Unibanco, com R$ 225 bilhões, mas isto pode não durar muito. "A diferença é relativamente pequena e o BB deve seguir comprando carteiras de crédito. Em uns seis meses esta situação pode se inverter." Em todos os critérios, o Bradesco está em terceiro - com R$ 422 bilhões em ativos, R$ 139 bilhões em depósitos e R$ 160 bilhões em crédito - agora um pouco mais distante dos líderes BB e Itaú-Unibanco.

O presidente da EFC-Engenheiro Financeiros & Consultores, Daniel Coradi, lembra que o governo tem demonstrado interesse em ter mais ativos sob seu controle. O próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, falou nesta semana que o Banco do Brasil tem de ser a maior instituição do País. "A MP 443 veio nesta direção, facilitando a aquisição de outros bancos pelo BB", diz Coradi. Na entrevista ontem, o presidente da instituição, Antonio Francisco Lima Neto, reconheceu que a MP facilitou a estratégia de crescimento não-orgânico do BB. Sobre um possível interesse no Banco Votorantim, Lima Neto, disse ser apenas "mera especulação, embora o BB continue buscando oportunidades".

Para Coradi, nenhum dos dois principais alvos de especulação, o Votorantim e o Safra, precisam de recursos. "São dois bancos em boa condição, é difícil saber se as famílias donas das instituições têm interesse em uma venda", diz. No caso específico do Votorantim, lembra o analista, poderia ser uma aquisição muito interessante para o BB. "O Bradesco eu considero um banco mais completo, já o BB não é tão forte na área de veículos e a compra do Votorantim reforçaria seu portfólio."

Das instituições estrangeiras presentes no Brasil, o Citibank também chegou a ser citado como um possível alvo das instituições, com a venda da operação local. Embora Vikram Panditi, presidente mundial do banco, tenha reafirmado em visita ao País o interesse em crescer localmente, Coradi lembra que o Citi nunca mostrou sua vocação no Brasil. "A situação do banco americano é delicada lá fora, além disso não faz sentido o Citigroup investir mais no México, com o Banamex, do que em um mercado mais promissor como o Brasil."

BMG vai vender 40% do capital, diz vice

Gazeta Mercantil - 27/07/2007

Durval Guimarães e Léa De Luca

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Jiane Carvalho -