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O Banco Daycoval pretende incrementar a carteira de crédito em 25% neste ano e chegar a dezembro com um portfólio superior a R$ 800 milhões. Com ativos totais de R$ 1,212 bilhão, a instituição da família libanesa Dayan - originada numa DTVM em 1968 e transformada em banco em 1989 - tem folga na alavancagem para alcançar tal objetivo. Segundo o diretor-comercial Carlos Moisés, o banco encerrou 2004 com um índice de Basiléia de 30%, ante os 11% exigidos pelo BC, o que permite um crescimento desta ordem sem a necessidade de um reforço na capitalização.

No ano passado, os saldos emprestados tiveram expansão de 40,23%, a R$ 651,679 milhões. O lucro líquido aumentou 12,1%, para R$ 70,115 milhões, apesar de o resultado bruto da intermediação ter caído 0,28%, para R$ 135,263 milhões. Com o incremento nas receitas com prestação de serviços, de outras receitas operacionais e redução das despesas tributárias, o resultado operacional subiu 10,6%, para R$ 86,900 milhões. "O banco atingiu todas as metas: ampliou a carteira comercial, os depósitos e os resultados", disse Moisés.

De acordo com o executivo, o Daycoval saiu ileso da turbulência que atingiu o segmento de pequena e média rede após a intervenção do Banco Central (BC) no Banco Santos. "Foi um momento positivo, pois o mercado conseguiu enxergar a diferença entre as instituições", disse Moisés. "Bancamos com capital próprio o crédito e temos caixa para pagar o depósito de terceiros."

No ano passado, os depósitos cresceram 6,47%, a R$ 530,429 milhões. Metade da carteira é formada por investidores institucionais e a outra fatia está dividida entre pessoas físicas e jurídicas.

Especializado no segmento de pequenas e médias empresas com uma carteira com cerca de 2 mil clientes, o Daycoval ensaia outros vôos e neste ano também começa a enveredar pelo crédito com desconto em folha de pagamento para o funcionalismo, trabalhadores da iniciativa privada e aposentados e pensionistas do INSS.

As instituições financeiras que mais se destacaram em 2004 recebem hoje o Prêmio Balanço Financeiro 2005, no lançamento da revista da Gazeta Mercantil. São elas: bancos Bradesco, Votorantim, Daycoval e BMG; Bradesco Seguros; Brasilprev; Porto Seguro; Bradesco Capitalização; Safra Leasing; corretora Merrill Lynch; e Citibank distribuidora.

São Paulo - Num ano de expansão da economia, as instituições financeiras em geral - tal como grandes empresas do setor produtivo - apresentaram excelentes resultados. Em 2004, o PIB cresceu 4,9% (segundo números agora ligeiramente refeitos pelo IBGE) e o crédito pessoal avançou consistentemente, ancorado em dois segmentos já incorporados na estratégia dos bancos: o crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) e o financiamento ao consumo, objeto do desejo de nove entre dez grandes players do setor.

Para registrar todos os aspectos desse desempenho - que tende a continuar em 2005, embora em ritmo menor, por força da desaceleração -, a Gazeta Mercantil produziu nova edição da revista Balanço Financeiro, que chega às bancas no decorrer desta semana. Mais ainda: ao lado disso, a Gazeta promove a segunda edição do Prêmio Balanço Financeiro, que destaca onze instituições que conquistaram a melhor performance no ano passado, entre bancos, seguradoras, corretoras de valores, distribuidoras, empresas de leasing.

O Prêmio Balanço Financeiro será entregue nesta segunda-feira, dia 6, em São Paulo, a estas instituições: bancos Bradesco, Votorantim, Daycoval, BMG; corretora Merrill Lynch; distribuidora Citibank; Safra Leasing; Bradesco Seguros; Brasilprev Seguros e Previdência; Porto Seguro Saúde; Bradesco Capitalização.

Preparado com base em estudos da Austin Rating, o Balanço Financeiro radiografa a trajetória das instituições financeiras em 2004 (tal como já o fizera no ano passado, em relação a 2003), identifica os que subiram ou se mantiveram no topo de cada segmento, ou seja, os "melhores", e registra os "maiores" em dezenas de campos. Mais do que definir vitoriosos, porém, a edição permite entrever como e porque as instituições analisadas chegaram onde estão, em vários casos por meio de acirradas disputas.

O resultado final do estudo é expresso por meio de uma média ponderada de pontos, em que se combinam indicadores de evolução, volume e desempenho. pontuação. A Austin Rating desenvolveu metodologia que levou a uma compartimentação. Assim é que os bancos foram divididos em quatro segmentos: Varejo, Atacado e Negócios, Middle Market e Financiamento (ao consumo). As seguradoras também se dividem em quatro áreas para fins de análise: Geral/automóveis, Vida e Previdência, Saúde e Capitalização. A esses, agregaram-se os segmentos de Leasing, Corretoras e Distribuidoras de Valores.

Apesar das diferenças de performance aqui e ali, a leitura do Balanço Financeiro leva a uma conclusão inescapável: o setor financeiro brasileiro soube mais uma vez navegar com perícia, aproveitando as oportunidades e decidindo agregar novos nichos.

São Paulo - A inadimplência que bateu às portas do varejo em maio ainda não foi sentida de maneira uniforme pelo sistema bancário. Mas, com a economia perdendo ritmo, o sinal amarelo já foi aceso e a tendência é que as instituições financeiras sejam mais seletivas na gestão e concessão de crédito: um eventual aumento nas provisões para operações de difícil liquidação ou um certo freio nos desembolsos podem antever um segundo trimestre de resultados um pouco mais fracos do que aqueles obtidos nos três primeiros meses do ano.

"Os primeiros indícios de atrasos nas prestações identificados pelo comércio podem brecar a oferta de crédito e comprometer o crescimento das carteiras", disse o sócio-presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, após a entrega do prêmio Balanço Financeiro, em conjunto com a Gazeta Mercantil. "No ano passado, os bancos reduziram as provisões constituídas ao longo de 2003 e agora devem reverter a estratégia e aumentá-las para fazer frente à inadimplência." O efeito da alta dos juros por nove meses consecutivos sobre a renda tem sido notado, especialmente, nas camadas de baixo poder aquisitivo da população. No Bradesco - instituição eleita como melhor banco de varejo -, os atrasos vêm sendo sentido nas operações de microcrédito, escoadas pelo Banco Postal, a parceria de correspondente bancário com os Correios. Segundo o presidente Márcio Cypriano, a inadimplência já chega a 8% da carteira. "O índice é muito alto para uma linha em que os juros são de 2% ao mês."

Em março, quando apresentou os resultados trimestrais, a inadimplência geral do Bradesco equivalia a 3,3% para uma carteira de R$ 66 bilhões. Até ali, o banco vinha reduzindo as despesas com provisões para devedores duvidosos. Na comparação com o primeiro trimestre de 2004 esse tipo de dispêndio foi reduzido em 14,5%, a R$ 6,5 bilhões, mas a instituição manteve, porém, um excedente de reservas de R$ 1,4 bilhão. De abril para maio, o sistema financeiro em geral elevou as suas provisões em R$ 924 milhões, para R$ 31,890 bilhões, segundo o Banco Central (BC).

Carlos Moisés, diretor do Banco Daycoval - melhor instituição de "middle market", segundo o Balanço Financeiro -, afirmou ter observado uma piora na inadimplência sentida pelos seus clientes no varejo sem detectar, contudo, algum respingo na própria carteira. "Houve aumento na devolução dos cheques, dos clientes de nossos clientes no comércio e lojas de departamento, mas como temos um bom controle de garantias isso não trouxe efeitos para o banco."

O executivo acredita não haver necessidade de, por ora, reforçar as provisões e diz que mais do que a inadimplência preocupa a queda no faturamento das empresas-clientes. "O crédito terá que ser avaliado com mais rigor", afirmou.

Nas modalidades de crédito garantidas como o financiamento de veículos, o fantasma da inadimplência ainda não apareceu. Pelo contrário. Segundo Wilson Masao Kuzuhara, diretor do Banco Votorantim (premiado como melhor banco de atacado), na BV Financeira, com ativos de crédito de cerca de R$ 6 bilhões, o índice de atrasos vem caindo há 18 meses consecutivos, chegando a maio em 2,20%. "A carteira cresceu muito e com sensível melhora na qualidade", disse.

O BMG - melhor banco no segmento de financiamento ao consumo - também não identificou nenhuma deterioração no seu portfólio. Segundo o presidente Ricardo Annes Guimarães, a especialização no crédito consignado tem garantido à instituição uma travessia tranqüila até mesmo em tempos de maior turbulência. "Como as parcelas são descontadas em folha, a inadimplência não acompanha diretamente o comportamento da economia."

Para Rodrigues, da Austin, a deterioração no horizonte não representa risco à solidez do sistema financeiro, nem tampouco à expansão dos resultados bancários ao longo de 2005. Ele espera ganhos 20% superiores aos de 2004.

O dólar teve a décima baixa consecutiva frente ao real na sexta-feira: recuou 0,14%, fechando em R$ 2,164. Voltou, assim, ao patamar do final de 1998, situação que culminou na crise do início de 1999, quando o câmbio deixou de ser fixo. Explica-se: corrigida pelo índice oficial de inflação, o IPCA, a cotação de dezembro de 1998, de US$ 1,00 igual a R$ 1,21, passa hoje para R$ 2,09. Foi a partir desse quadro que o governo, forçado pela desvalorização imposta pelo mercado, adotou o câmbio flutuante e viu a moeda americana chegar a R$ 1,98 no fim de janeiro de 1999.

Mesmo assim, economistas do mercado financeiro acreditam que a queda atual da cotação do dólar deve continuar. A tendência só mudará se o Banco Central recorrer a medidas adicionais, uma vez que as compras da moeda, estimadas em cerca de US$ 3 bilhões desde o começo de outubro, mostraram-se infrutíferas. Uma delas pode ser um corte maior na Selic. A maioria espera que o Copom reduza a taxa em 0,50 ponto percentual. "Mas a possibilidade de corte de 0,75 ponto é real", diz o gestor da Daycoval Asset Management, Otto Bertani. "Nós passamos a apostar nisso", afirma Sandra Utsumi, do BES Investimentos.

Empresários, no entanto, reagem com preocupação. O Iedi teme que as exportações estejam sendo afetadas.

Tendência só muda se Banco Central fizer mais do que simplesmente comprar moeda. Mesmo numa sessão de giro enfraquecido, por causa do feriado do Dia dos Veteranos nos EUA, as compras de dólares do Banco Central não fizeram frente ao fluxo positivo e a moeda recuou 0,14% na sexta-feira, a décima baixa seguida. Com desvalorização de 18,3% no ano, frente ao real, a moeda norte-americana tem o menor patamar desde março de 2001.

Recorrendo-se, porém, ao raciocínio inverso - a valorização do real frente ao dólar - chega-se a números tão ou mais expressivos. Corrigida pelo índice oficial de inflação IPCA), a cotação do final de dezembro de 1998 (um dólar igual a R$ 1,21) transforma-se em um dólar igual a R$ 2,09. Ficaria, assim, pouco abaixo do valor do fechamento na última sexta-feira: R$ 2,164. Isto significa que o real voltou ao patamar pré-crise de janeiro de 1999. Foi a partir dali que o governo - forçado pela desvalorização provocada pelo mercado - adotou o câmbio flutuante e, em conseqüência, viu o dólar chegar perto dos R$ 1,98 no final daquele mês.

Uma curiosidade: se a correção se fizer a partir do dólar de 31 de janeiro de 1999, o valor equivaleria hoje a R$ 3,41.

No mercado financeiro, economistas acreditam que a tendência permanece. Na pesquisa semanal do Banco Central, que será divulgada hoje, as instituições financeiras devem rever para baixo a estimativa média para a cotação do dólar no final de 2005. Na semana passada, a previsão era de R$ 2,28. "Nossa previsão mudou de R$ 2,35 para R$ 2,25, conta a economista-chefe do BES Investimento, Sandra Utsumi.

A tendência só mudará se o BC recorrer a medidas adicionais, uma vez que as compras diárias da moeda, estimadas em cerca de US$ 3 bilhões pelo mercado, mostraram-se infrutíferas. Uma delas pode ter vindo no final da sexta-feira, com o anúncio de que a partir de agora os leilões de swap cambial reverso deixaram de ser semanais e passarão a ser diários, dependendo das condições de mercado.

A outra, segundo economistas, pode ser intensificar o ritmo de queda da Selic. A estimativa dominante ainda é de que, na reunião da semana que vem, o Copom opte por um corte de 0,50 ponto percentual da taxa. "Mas a possibilidade de corte de 0,75 p.p. é real", avalia o gestor da Daycoval Asset Management, Otto Bertani. "Nós passamos a apostar nisso", emenda Sandra, do BES.

Na BM&F, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro dedezembro, que embute as projeções para o final de novembro, caiu de 18,75% para 18,74%.

São Paulo - A previsão é de que superem, novamente, as captações no mercado de capitais internacional. Neste ano, o destaque foram os lançamentos de debêntures, mas apostas para o ano que vem concentram-se nas ações. "Os bancos já têm mandatos para abertura de capital de 20 empresas", disse ontem Luiz Fernando Resende, vice-presidente da Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid).

O Itaú BBA, por exemplo, anunciou recentemente que pretende incrementar as operações do seu banco de investimentos, principalmente na área de renda variável - a meta é ficar entre os três maiores coordenadores até 2008. Para o vice-presidente da área na instituição, Jean-Marc Etlin, a liquidez internacional vai manter o apetite do investidor estrangeiro, que comprou cerca de 65% das ações brasileiras lançadas em 2005.

Segundo Resende, da Anbid, três já estão com pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM): BrasilAgro, Copasa e Iochpe-Maxion. O executivo acredita que, se mantidas as mesmas condições de temperatura e pressão, todas as operações saem em 2006. Além disso, Resende diz que muitas empresas devem aproveitar o momento para realizar aumento de capital. "Em 2006, empresas médias e operações de R$ 200 milhões serão a tônica", prevê. Resende diz que as candidatas à abertura de capital são dos setores de construção e alimentos, entre outros.

"A perspectiva de queda dos juros também estimula aplicações em renda variável", lembra Paulo Eduardo Sampaio, superintendente geral da Associação Nacional das Instituições do Mercado Aberto (Andima). Antonio Carlos Teixeira, superintendente geral da Central de Liquidação e Custódia (Cetip), acredita que juros menores são fator mais importante na decisão de investimento das empresas do que o ano eleitoral. "Estamos animados".

No caso das debêntures, Sampaio espera emissões de cerca de R$ 25 bilhões em 2006. Em 2005, até agora, foram R$ 40 bilhões. Mas ele diz que emissões de empresas de leasing, que puxaram o mercado em 2005, com mais de R$ 30 bilhões, não devem continuar no mesmo ritmo. Em compensação, ele conta com o estímulo do BNDES ao lançamento de debêntures em 2006.

Em relação ao mercado externo, as perspectivas também são boas. Apesar da migração de operações para o mercado doméstico, o volume de emissões externas superou o de 2004, passando de US$ 14,6 bilhões a US$ 16 bilhões - fora os US$ 4 bilhões que estão para sair ainda neste ano. O destaque foram os bônus perpétuos e as emissões em reais. O Banco Votorantim deu recentemente prova de que acredita nesse potencial com a estréia na coordenação de operações para terceiros com um lançamento para o Banco Daycoval.

Em 2005, as captações externas vão alcançar US$ 20 bilhões, 50% abaixo dos US$ 31,6 bilhões do mercado doméstico. Este valor corresponde, ao câmbio de ontem, aos R$ 71 bilhões de ofertas registradas até ontem.


O crédito para pessoas físicas deve continuar crescendo no ano que vem: analistas e bancos esperam taxa média ao redor de 20%, mas, para o financiamento ao consumo, a expansão deve ficar em torno de 28%. Apesar do volume maior, há no horizonte o risco de uma redução das margens, devido à trajetória de queda dos juros básicos e à maior concorrência no segmento.

"O grande desafio para os bancos é conseguir aumentar a captação de depósitos à vista e de poupança", diz o analista Bruno Pereira, do UBS. Pereira lembra que o aumento do crédito vem sendo em grande parte financiado pela emissão de Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), que custam cerca de 20% ao ano para os bancos. Segundo o BC, neste ano, enquanto o estoque de depósitos a prazo cresceu 22,6%, os de poupança subiram só 1,6%, e os à vista recuaram 1,7%. A perda maior aconteceu em bancos pequenos e médios, devido à quebra do Banco Santos, há exato um ano, que deixou investidores avessos a risco. Captações no exterior e fundos de recebíveis também foram muito utilizados como funding neste ano - mas, como os CDBs, custam mais caro.

"A concorrência maior e a queda dos juros básicos vai obrigar os bancos a cobrarem menos dos tomadores, e se não conseguirem captar mais barato vão ver as margens encolherem", diz. Segundo o analista, a disputa pelo financiamento ao consumo tende a crescer com a entrada da financeira do Santander, a anunciada volta ao mercado de varejo do JPMorgan e a entrada do Citibank no crédito consignado, por exemplo.

Osmar Roncolato Pinho, diretor de crédito do Bradesco e da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lembra, porém, que o custo da captação não chega a ser um problema para os grandes bancos: "Temos bastante liquidez e espaço para crescer", diz.

No Bradesco, o volume de empréstimos para pessoas físicas cresceu nada menos do que 86% em doze meses (entre setembro de 2004 e deste ano), devido principalmente a compra de carteiras de terceiros. Na média, o volume aumentou 28% - para 2006, Roncolato espera 20% de alta.

Redução nas margens?

O diretor admite que os depósitos à vista e em poupança não cresceram na mesma proporção das operações de crédito. No entanto, para ele não haverá aperto de margem - e se houver, diz, a qualidade da carteira tende a melhorar, pois juros menores significam menor inadimplência.

"O aumento dos volumes compensará a redução das margens", diz Erivelto Rodrigues, sócio da consultoria Austin Rating. O executivo lembra que, no crédito pessoal ou ao consumidor, o tamanho das taxas nem pesa tanto para o cliente - interessa se a prestação cabe no orçamento, diz. Rodrigues também espera para 2006 um aumento menor do que em 2005, mas novamente o crescimento se dará em segmentos mais rentáveis, como financiamento ao consumo e a empresas pequenas e médias. Por isso, diz, os lucros devem ficar 25% maiores (em 2005, cresceram 50%). Para ele, haverá recuo no ritmo de novas operações de crédito consignado, mas o crédito direto ao consumidor vai compensar essa queda. "Em dois anos o volume de crédito do sistema financeiro nacional vai chegar a 35% do Produto Interno Bruto (PIB)", prevê. Hoje, a relação está em 30%.

Morris Dayan, diretor do Banco Daycoval, concorda. "Margem menor significa mais segurança", afirma. O banco, especializado em empréstimos para empresas médias, registrou aumento de 80% na sua carteira, que passou de R$ 530 milhões para R$ 950 milhões. A saída de outros bancos médios desse nicho de mercado - para reduzir o tamanho das carteiras ou para entrar no crédito consignado - abriu espaço para esse aumento em 2005, que não deve se repetir em 2006. Mas Dayan se diz otimista: espera crescimento de 25% para sua carteira de empréstimos.

Busca de eficiência e escala são as duas preocupações principais dos bancos pequenos e médios neste ano para enfrentar dois desafios: a entrada das grandes instituições de varejo nesse nicho de negócio (as empresas pequenas e médias) e a queda dos juros. A avaliação é da Austin Ratings. Segundo estudo elaborado pela consultoria com exclusividade para este jornal, em setembro de 2005 (data dos últimos balanços disponíveis), a rentabilidade sobre o patrimônio líquido de dez bancos analisados ficou em 15,6%, anualizados.

A taxa é menor do que a média de 30% dos grandes bancos privados, mas é maior do que a verificada em setembro do ano anterior pelos dez analisados pela Austin. No final de 2004, os bancos médios sofreram corrida de saques de depósitos por conta da crise de confiança provocada pela quebra do Banco Santos.

"Mas esta fase está superada", diz Milto Bardini, vice-presidente do BICBanco. O executivo admite o assédio dos bancos grandes a seus tradicionais clientes, mas não acredita em concorrência predatória. Em relação à queda dos juros, ele pondera que, de outro lado, juros mais baixos estimulam a economia, o que deve aumentar a demanda por crédito por parte das empresas. "A inadimplência também tende a cair", acrescenta.

Os bancos Arbi e Daycoval também se manifestam otimistas com 2006.

Leilão da Transmissão

A Companhia Transmissão Paulista informou que o Governo do Estado de São Paulo aprovou a venda de 31,34 milhões de ações ordinárias da empresa, ao preço de R$ 24,11 por lote de mil. A venda será feita na Bovespa, no próximo dia 28 de junho.

Rating da Daycoval

A Fitch Ratings elevou o Rating Nacional de Longo Prazo do Banco Daycoval para ''A-(bra)'' (A menos (bra)) de ''BBB+(bra)'' (BBB mais (bra)). Ao mesmo tempo, a agência afirmou os ratings de curto prazo ''F2(bra)'' e de suporte de ''5''. A Perspectiva do rating de longo prazo foi alterada para estável.

Moody’s eleva 70 países

A Moody''s Investor Service anunciou que a nova metodologia para atribuir classificação em moeda estrangeira para títulos da dívida, resultou em um upgrade para 70 países, dentre eles Brasil, Argentina, Rússia, México e Turquia. A nota de longo prazo em moeda estrangeira dos bônus brasileiros passou de Ba3 para Ba2, com perspectiva positiva. Os países que tinham classificação Aaa não foram afetados e nenhum país sofreu rebaixamento também.


O banco Daycoval, especializado no atendimento ao "middle market" – destaque para a concessão de crédito a pequenas e médias empresas, por meio do desconto de cheques e duplicatas – e com ativos totais de R$ 2 bilhões, fez ontem a emissão de bônus de US$ 50 milhões no exterior, com prazo de resgate em três anos. Com o reforço financeiro, o Daycoval pretende estender a oferta de crédito a importadores, aproveitando a demanda criada pela baixa cotação do dólar frente ao real.

"O lançamento ocorreu através do Banco Pactual e é parte do nosso programa de captação de US$ 150 milhões, cuja primeira emissão foi realizada em novembro passado, envolvendo US$ 65 milhões, por dois anos. O nosso objetivo é diversificar o funding", disse o diretor Morris Dayan, à noite, durante o evento de inauguração da nova sede do banco, na Avenida Paulista, proximidades do Parque Trianon, em São Paulo. A nova sede tem 5,5 mil metros quadrados de área construída e ocupa os 11 andares de um prédio alugado pelo banco por 20 anos. "Investimos R$ 10 milhões no imóvel para deixá-lo adequado às operações e ganharmos visibilidade", afirmou o diretor.

O Daycoval – líder do ranking de middle market da revista "Balanço Financeiro", publicada anualmente pela Gazeta Mercantil –, conta com R$ 1,1 bilhão em ativos de crédito e registra R$ 1 bilhão em depósitos locais, diante de um patrimônio de R$ 380 milhões. Com o foco no desconto de recebíveis e no desenho de operações compatíveis com o fluxo de caixa dos clientes, viu sua carteira de crédito crescer 40%, em média anual, nos dois últimos anos.

Tem classificação de risco A-pela Fitch Ratings, e índice de Basiléia (grau de capitalização em relação aos ativos ponderados por risco) de 25%, diante do patamar de 11% exigido pelo Banco Central, segundo o diretor. O banco mantém rede de 14 agências, a mais recente inaugurada em abril, em Manaus (AM). "Também investimos na contratação de novos gerentes. Hoje temos 95 profissionais no front office, entre os 300 funcionários de nossa instituição", afirmou Dayan.

FGV premia bancos

Bradesco (varejo), Morgan Stanley (atacado e negócios), BMG (financiamento ao consumo), Daycoval (middle market), Banco do Estado do Ceará (banco público) HSBC (maior crescimento de ativos) e Votorantim (maior crescimento dos depósitos e do crédito) foram os bancos premiados pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da Fundação Getulio Vargas (FGV), do Rio. Os prêmios foram entregues ontem em São Paulo.

Fitch eleva Bradesco

A agência de classificação de risco Fitch elevou o rating individual do Bradesco. O upgrade põe o maior banco privado brasileiro no mesmo patamar de seu principal concorrente, o Itaú, segundo a Reuters. A nota do Bradesco foi elevada de "C" para "B/C".

BBVA nos Estados Unidos

O Banco Bilbao Vizcaya Argentaria (BBVA), segundo maior da Espanha, anunciou a venda da sua participação de 5,04% na petrolífera Repsol-YPF para ajudar a financiar a compra de dois bancos nos Estados Unidos: Texas Regional Banc.e State National Bancshares. A venda de 14% do italiano BNL também ajudará a lastrear a operação.


Mais um fundo de recebíveis recebeu o registro ontem na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Trata-se do Daycoval FIDC, com volume de R$ 127,5 milhões. O fundo terá como lastro os empréstimos concedidos pelo Banco Daycoval a clientes consignados em Cédula de Crédito Bancário (CCB) ou contratos financeiros. O volume de ofertas registradas na CVM neste ano já supera os R$ 4 bilhões.

O fundo da BV Financeira, também registrado nesta semana, começa a ser distribuído publicamente na segunda-feira, informou Emilio Otranto, responsável pela área de underwriting do Banco Votorantim, que estruturou a operação. A expectativa é captar R$ 500 milhões de recursos de clientes private (pessoa física de alta renda). "Já recebemos várias ligações, mas queremos privilegiar o maior número de investidores possível."

A idéia de pulverizar a oferta, segundo o executivo, deve-se ao fato de o fundo ser aberto e ter liquidez diária, ou seja, o investidor entra e sai a hora que bem entender. Diferentemente da maioria dos fundos abertos, com vencimento indeterminado, o FIDC da BV Financeira tem prazo de 20 anos. Nada impede uma prorrogação, ressalta Otranto.

A rentabilidade-alvo é 101% do CDI, abaixo da média de retorno dos fundos disponíveis no mercado. Segundo o executivo, a liquidez diária impede uma meta de ganho maior. O rating concedido pela Moody’s foi "Aaa". O fundo tem como lastro empréstimos da BV Financeira para aquisição de veículos. Os recursos captados serão utilizados para alavancar a produção de crédito para compra de veículos, preferencialmente de passeio. A oferta de R$ 500 milhões em cotas seniores poderá ser ampliada à medida que houver demanda de investidor. A BV Financeira ficará com as cotas subordinadas, que representarão 20% do volume das cotas seniores.

Otranto informa ainda que a BV Financeira prepara mais um fundo de recebíveis, só que fechado. Para o executivo, as perspectivas são positivas não só para o segmento de FIDC como para o mercado de capitais em geral. "Teremos um bom ano, nos mesmo níveis do ano passado", destaca.

Nas sua opinião, as turbulências afetaram sim o mercado de capitais, principalmente o segmento de renda variável, mas os Estados Unidos já sinalizaram que a inflação está sob controle e, portanto, a alta de juro não deverá ser tão forte. Além dos FIDC, Otranto ressalta o aumento das operações de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e debêntures, principalmente de empresas de leasing.

Fides reabre long/short

A Fides Asset Management informou que está reabrindo para captação o fundo Fides Long Short Plus. As aplicações serão aceitas somente hoje, entre 9 e 14 horas. O fundo tem patrimônio de R$ 92 milhões e acumula rentabilidade 11,45% no ano, ou 159,7% do CDI.

São Paulo - . "A principal responsável pelo alto custo dos juros do crédito é a cunha fiscal, que inclui, além do compulsório, impostos como IOF, CPMF e PIS/Cofins. No total, a cunha representa 30% do spread", disse ontem a este jornal Márcio Cypriano, presidente da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) e do Bradesco, durante evento de premiação das melhores instituições financeiras em treze categorias, segundo ranking elaborado com exclusividade pela Austin Rating para a edição deste ano da revista Balanço Financeiro, da Gazeta Mercantil.

"Os bancos são os principais interessados em que as taxas sejam as menores possíveis", afirmou. Para Cypriano, quanto mais baixo o custo, mais se empresta. Apesar dos juros altos, o sistema financeiro brasileiro tem avançado muito na concessão de crédito. "O ano passado fechou com mais de R$ 600 bilhões em operações, e deve fechar este ano com R$ 720 bilhões, mais de um terço do PIB", lembrou Flavio Pestana, diretor-geral da Gazeta Mercantil, na abertura do evento.

O Bradesco ganhou na categoria de banco de varejo. "A premiação pelo terceiro ano seguido mostra que a segmentação que vem sendo adotada pelo banco há cinco anos dá resultado", disse Cypriano. "O varejo é a verdadeira vocação do banco", afirmou, lembrando as 11 parcerias fechadas com redes de lojas, as mais de três mil agências da rede e os clientes conquistados pelo Banco Postal. "Em pouco mais de um ano, a carteira da Finasa (financeira do banco, especializada em financiamento de automóveis) passou de R$ 8 bilhões para R$ 16 bilhões", informou. Em 2005, a carteira de crédito para pessoas físicas cresceu 52%.

Treze premiados

O Grupo Bradesco levou também o prêmio de melhor empresa no ramo de capitalização e de melhor no ramo de seguros gerais. Ainda no setor de seguros, a Unimed ganhou como a melhor no ramo vida; a Porto Seguro, no de saúde; e Brasilprev, no de previdência. A ABN Leasing foi escolhida a melhor entre as empresas de arrendamento mercantil; o Credit Suisse, como a melhor distribuidora de valores; a BV, como financeira; a Merrill Lynch, como corretora; o Daycoval, como melhor banco de middle market; o Bonsucesso, como melhor no segmento de financiamentos; e o Banco Votorantim, a melhor instituição de atacado e negócios.

Os bancos pequenos e médios estão ameaçados de perder participação no crédito consignado. A queda da rentabilidade do negócio está fazendo com que bancos grandes - que demoraram a entrar no segmento - prefiram cada vez mais fazer sua própria produção a comprar as carteiras dos pequenos e médios, com quem têm que dividir os ganhos.

Além disso, estão em estudo medidas que podem dificultar a vida dos bancos menores, como mudanças na forma de contabilizar os créditos cedidos - a cessão de carteiras é a principal meio de esses bancos levantarem recursos para emprestar mais. A medida teria impacto no índice de alavancagem dos cedentes, reduzindo o espaço para novos empréstimos, o que na prática significa aumento do custo do funding para as operações. Hoje, a maioria das cessões é feita com co-obrigação, e o cedente não precisa manter o crédito no balanço - é isso o que se discute mudar. Fala-se também na permissão para os aposentados trasferirem seu empréstimo de um banco a outro. Em tese, isso prejudicaria os menores, uma vez que, com funding mais caro, precisam cobrar juros mais altos.

"Os pequenos e médios terão que recorrer mais aos fundos de recebíveis para financiar suas carteiras de consignado, e para reduzir a alavancagem dos seus balanços", afirma Gilberto Salomão, diretor geral do Lemon Bank, banco brasileiro que só opera com correspondentes (como se vê no quadro). Cruzeiro do Sul, Daycoval, BMG e Rural acabam de lançar os seus; BMC e Pine já anunciaram para breve novas colocações de FIDC.

Mas os bancos menores têm buscado outras alternativas. O Schahin, por exemplo, vai diversificar fontes de captação - e entrar no negócio de cartões de crédito, informou Carlos Eduardo Schahin, diretor financeiro. Outra frente é a de financiamentos ao comércio exterior. O momento é favorável, uma vez que organismos multilaterais elegeram bancos médios como prioridade. O IFC (braço de investimentos em empresas privadas do Banco Mundial) tem US$ 500 milhões para seu programa de Global Trade Finance. O BicBanco, por exemplo, obteve do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do IFC um total de US$ 85 milhões. O Indusval obteve crédito inicial de US$ 5 milhões do IFC, por 90 dias.

Disputa entre titãs

Entre os grandes, a movimentação pelo consignado é forte. O HSBC, por exemplo, está dando prioridade a contratos fechados por sua rede de correspondentes bancários e lojas Losango, a taxas de 2,86% ao mês, no caso de aposentados (teto que o INSS acaba de fixar). O responsável pela área de crédito ao consumo do banco, Henrique Frahya, foi recentemente alçado à presidência da Losango com a missão de aumentar essa carteira. Já o Santander Banespa registrou crescimento de 0,8 ponto percentual, para 3,4%, no crédito consginado nos útlimos 12 meses. Ramón Sánchez, vice-presidente de planejamento do banco, revela que a estratégia sempre foi fazer produção própria. "O produto é muito bom, a inadimplência é baixa", diz.

Verdadeira tábua de salvação para instituições pequenas e médias no ano passado - quando somente os negócios com aposentados do INSS, iniciados em maio de 2004, atingiram R$ 11,5 bilhões em dezembro -, o consignado está mais concorrido agora que o ritmo de expansão está mais lento, as taxas, menores (até tabeladas, em alguns segmentos) e a cobrança de taxas de abertura de crédito (TAC), proibida. Segundo dados de junho do BC, o saldo do consignado (incluindo setor público e privado, funcionários da ativa e aposentados) estava em R$ 40,4 bilhões. Cerca de R$ 14 bilhões são de contratos com aposentados e pensionistas do INSS.

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