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05/08/2014

Lucro do Itaú cresce 37,3% e atinge R$ 4,973 bilhões no 2º trimestre


O Itaú Unibanco teve lucro líquido ajustado de R$ 4,973 bilhões no segundo trimestre, com alta de 37,3% sobre igual período do ano passado. O resultado superou a expectativa do mercado, que era de R$ 4,607 bilhões pela média das projeções coletadas pelo jornal Valor Econômico.

O lucro ajustado elimina efeitos de eventos não recorrentes, como provisão para perdas com os planos econômicos e amortização do ágio gerada pela aquisição da Credicard.

O lucro líquido contábil do banco atingiu R$ 4,899 bilhões, com elevação de 36,7% em relação ao mesmo trimestre de 2013.

No segundo trimestre, a instituição manteve o foco nas operações de crédito de menor risco, o que resultou em melhora dos indicadores de inadimplência. A carteira de crédito incluindo avais e fianças cresceu 1,6% em relação ao primeiro trimestre e 9,6% em 12 meses, alcançando R$ 487,6 bilhões. Considerando a carteira total, que inclui também títulos privados, a expansão foi de 2% e 10,9%, respectivamente, para R$ 518,4 bilhões.

Os empréstimos para pessoas físicas cresceram 12,4% em 12 meses, alcançando R$ 172,4 bilhões, especialmente por conta do bom desempenho do consignado - que mostrou expansão de 62,1%, com uma carteira de 29,9 bilhões. O crédito imobiliário aumentou 26,1%, para R$ 26,3 bilhões. Por outro lado, a carteira de veículos continua mostrando retração. Em 12 meses, o recuo foi de 24,8%, para R$ 34,1 bilhões.

O crédito a pessoas jurídicas atingiu R$ 278,6 bilhões ao fim do segundo trimestre, com expansão de 8,2% em 12 meses.

Com a estratégia de se concentrar em operações menos arriscadas, a inadimplência considerando operações em atraso acima de 90 dias recuou para 3,4% no segundo trimestre, contra 3,5% no primeiro trimestre e 4,2% em igual período de 2013.

As despesas com provisão para crédito de liquidação duvidosa (PDD) caíram 9,1% na comparação anual, embora tenham aumentado 5% em relação ao primeiro trimestre, para R$ 4,465 bilhões.

O Itaú manteve a projeção de aumento entre 10% e 13% da carteira total neste ano.

A margem financeira gerencial do banco foi de R$ 13,593 bilhões, o que representou elevação de 17,5% em relação a igual período do ano passado. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido ficou em 23,7% no segundo trimestre ante 19,3% no mesmo intervalo de 2013.

Na semana passada, o Bradesco abriu a temporada de divulgação do setor e reportou lucro líquido 28,1% maior, de R$ 3,78 bilhões, ajudado pela carteira de títulos e pelas operações de tesouraria do banco. O Santander Brasil mostrou lucro líquido contábil de R$ 527,5 milhões no segundo trimestre, 5,35% maior que o apurado no mesmo período do ano passado, com ajuda de um maior controle de despesas.

Análise do Dieese

A subseção do Dieese da Contraf-CUT já está analisando os dados do balanço semestral do Itaú. Os resultados, como a evolução do emprego, serão divulgados ao longo do dia.


Fonte: Valor Econômico

Agora, a última etapa da mudança de identidade: depois de 80 anos em Belo Horizonte, o BMG muda nesta segunda-feira, 2, sua matriz para São Paulo.
O BMG escolheu um dos edifícios de escritório mais imponentes da cidade, na avenida Brigadeiro Faria Lima, ao lado dos bancos mais importantes do País.
A nova sede foi montada em um andar e meio do Pátio Victor Malzoni, um dos prédios de escritórios mais caros de São Paulo, onde já estão o banco de investimento BTG Pactual e o Google. Esse imóvel estava alugado para o banco BVA, que já tinha tudo pronto para mudar quando sofreu intervenção e depois foi liquidado pelo Banco Central.
Das três apostas para o futuro, a operação no segmento de financiamento habitacional é a única que vai começar do zero. No ramo de cartão de crédito consignado (com desconto direto na folha de pagamento), o banco já tem uma carteira de R$ 1 bilhão e cerca de 700 mil usuários, e pretende dobrar esses números até 2015
Para um banco que até o meio do ano passado estava sendo negociado com o Bradesco e com o BTG Pactual, é um progresso e tanto. A família Pentagna Guimarães queria continuar no negócio, mas enfrentava uma crise de liquidez que também afetava outras instituições de médio porte. Foi aí que surgiu o Itaú, com uma proposta diferente: em vez da compra, ofereceram uma parceria.
A intermediação foi feita por Hermann e Tápias, que são sócios numa empresa de consultoria. Essa parceria tornou-se a âncora da tentativa de reinvenção do BMG. “Está dando certo. É gostoso ser sócio do Itaú”, diz Hermann. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
David Friedlander, do Estadão.
ALISSON J. SILVA
O BMG tem participação de 30% e o Itaú, de 70%, no Itaú BMG Consignado S/A.
Desde que o Itaú Unibanco e o Banco BMG anunciaram parceria na área de crédito consignado, em julho do ano passado, informações de mercado dão conta de que a sede do BMG pode ser transferida para São Paulo. Para especialistas consultados pela reportagem, tal mudança já era esperada e pode significar redução de custos e ampliação de mercados ao banco, mas perdas para Minas Gerais.
Para o presidente do Instituto Mineiro de Mercado de Capitais (IMMC), Paulo Angelo de Souza, caso a mudança ocorresse, o banco ganharia em oportunidades de novos negócios.
“Uma estrutura financeira sediada em São Paulo vai ter possibilidades de fazer muito mais negócios do que em Minas Gerais”, destaca o especialista.
Ele lembra que se isso ocorrer não será a primeira vez e cita os exemplos do Unibanco, Banco Nacional, Bemge, Credireal e Banco Rural.
“Há muito tempo, Minas Gerais já foi praticamente o centro financeiro nacional e ao longo dos anos isso foi se desviando para São Paulo”, afirma.
Para Souza, o governo de Minas e o empresariado devem trabalhar no sentido de agregar esforços para manter a atratividade do Estado para as instituições financeiras, o que, segundo ele, não acontece na atualidade.
“ uma perda de poder para o Estado, mas é um movimento inevitável”, lamenta.
Redução de custos - Na avaliação do especialista em finanças e professor de finanças corporativas na Fundação Dom Cabral (FDC), Sérgio Eustáquio Pires, seria plausível a mudança de sede do BMG para São Paulo uma vez que o já existe toda a estrutura administrativa do Itaú montada na capital paulista.
“Se isso for confirmado, trata-se de redução de custos e ganhos de escala. Finanças representa um mercado global e São Paulo é a capital financeira do país”, pontua.
O Banco Itaú BMG Consignado S/A, com participação de 70% do Itaú e 30% do BMG, foi aprovado em outubro do ano passado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e começou a operar em meados de dezembro daquele ano.
Desde então, estão disponíveis para encaminhar as operações da nova instituição financeira 1.600 correspondentes e 30 mil agentes em todo o país.
A expectativa da instituição é alcançar um crescimento na carteira, de modo que ela chegue aos R$ 30 bilhões até 2016. Procurado pela reportagem, o BMG não se pronunciou sobre a transferência de sede.
Diário do Comércio




04/08/2014

Três em cada dez brasileiros já fizeram empréstimo consignado

 
De cada dez brasileiros, três já fizeram empréstimo consignado. Os juros são mais baratos e a liberação do dinheiro costuma ser mais simples. Mas atenção: às vezes essa facilidade toda pode se transformar em problema. Afinal, o pagamento do consignado é descontado diretamente do salário do trabalhador.

A sensação é esta: muito mês para pouco salário. Só para as instituições financeiras, os brasileiros devem R$ 1,3 trilhão, de acordo com o Banco Bentral. O pagamento do consignado sai direto do salário ou da aposentadoria. Só faz quem tem carteira assinada, é aposentado ou pensionista do INSS.

Uma pesquisa encomendada pelo SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) identificou que, em cada dez trabalhadores, três já fizeram empréstimo consignado, 14% usaram o empréstimo para pagar contas mensais como aluguel, condomínio, luz, telefone e até mensalidade escolar, 15% para comprar eletrodomésticos e móveis e a maior parte, 47%, para quitar dívidas que têm juros muito altos, como do cartão de crédito.

O comerciário José Augusto do Rêgo estava com o cartão estourado. Aí decidiu fazer um empréstimo para se livrar da divida. "Se eu estivesse pagando só o mínimo dele, o valor quando eu for pagar sempre ia ser mais alto do que o valor do empréstimo consignado", diz o comerciário.

O pagamento do consignado sai direto do salário ou da aposentadoria. Só pode fazer quem tem carteira assinada ou é aposentado ou pensionista do INSS.A empresa do trabalhador tem que ter convênio com um banco e as parcelas não podem ultrapassar 30% do salário.

Quanto maior o prazo para pagar o empréstimo consignado, mais altos vão ser os juros cobrados na operação. Mas, em geral, ele é menos burocrático. Em poucas horas, o dinheiro já está na conta do trabalhador.

Uma tentação. Exatamente por ser essa "tentação", segundo analistas, é sempre bom saber quando é o melhor momento para fazer um empréstimo consignado.

Na opinião do consultor Rogério Olegário, consignado só na hora do sufoco. É um bom negocio para pagar divida do cartão ou do cheque especial. Mas, para comprar bens ou pagar contas que já deviam caber dentro do orçamento, é um erro.

"Ela não está fazendo um planejamento financeiro, ela não está planejando a vida financeira dela. Está com padrão de vida muito acima da sua real possibilidade", analisa o consultor financeiro Rogério Olegário do Campo.

De acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, a taxa média de juros do cheque especial é de 8,28% por mês, e a do cartão de crédito, de 10,7%. Nos juros do empréstimo consignado, variam de 1,37% a 6,6% ao mês, segundo o Banco Central.

Fonte: Jornal Hoje / G1
04/08/2014

Lucro mundial do HSBC cai 5,4% e atinge US$ 9,46 bilhões no 1º semestre

 
Associated Press

O HSBC, um dos maiores bancos do mundo, advertiu que o crescimento frágil da economia global e as crescentes tensões geopolíticas vão impedi-lo de assumir maiores riscos de investimento.

Em seu relatório de resultados, o HSBC informou que seu lucro líquido caiu 5,4%, para US$ 9,46 bilhões, no primeiro semestre do ano. O banco, que obtém cerca de dois terços do seu lucro na Ásia e é observado de perto como um termômetro do crescimento na região, viu seu lucro antes do pagamento de impostos baixar 15%.

Os ganhos com a atividade de banco de investimento diminuíram globalmente em 12%, para pouco mais de US$ 5 bilhões.

O presidente da instituição, Douglas Flint, disse que as economias do mundo ainda estão se recuperando da crise econômica de 2008, e, portanto, ainda não é hora de arriscar.

"Em uma época de preocupações residuais sobre a sustentabilidade do crescimento econômico em muitos mercados importantes, e com as tensões geopolíticas, a diretoria apoia a visão da gerência que este não é o momento de elevar o apetite por risco para compensar o efeito das receitas mais baixas."

O HSBC, que tem operações em 74 países e territórios, também disse estar sendo desafiado pela crescente regulamentação e pelos custos de implementação das novas regras. Obrigações recentes incluem a execução de "vários testes de estresse muito fragmentados" que não são padronizados entre as principais jurisdições e, por isso, exigem retrabalho.

"As exigências colocadas agora sobre o capital humano da empresa e sobre nossas capacidades de sistemas operacionais não têm precedentes", disse Flint.

O banco disse ver o efeito do corte de custos implementado quando Stuart Gulliver assumiu o cargo de executivo-chefe, em 2011. Ele cortou dezenas de milhares de empregos e eliminou mais de 60 negócios não estratégicos.

Gulliver afirmou que o banco está mais forte agora e tem uma plataforma sólida para crescer. Acrescentou que o Reino Unido deve manter uma recuperação firme.

"Há indícios de que as taxas de juros podem começar a subir já no quarto trimestre de 2014 no Reino Unido e no primeiro semestre de 2015 nos EUA", disse ele em um comunicado. "Dado o tamanho do nosso superávit comercial, isso tem implicações positivas para a nossa receita."


Fonte: Valor Econômico
15/05/2014


Governo do Estado de São Paulo tira exclusividade do BB no consignado

 
Daqui a 90 dias, o Banco do Brasil (BB) deixará de ser a única instituição financeira a poder fazer empréstimos com desconto em folha de pagamento para os servidores do Estado de São Paulo. O fim da exclusividade foi estabelecido por decreto publicado ontem no Diário Oficial do Estado e promete acirrar a disputa por uma das modalidades de crédito que mais avançam no país.

São Paulo está entre um dos maiores convênios de consignado do Brasil. Segundo o Valor apurou, o estoque de crédito concedido aos servidores paulistas é próximo de R$ 12 bilhões. No total, são 1,5 milhão de funcionários no Estado

O Estado de São Paulo era o último grande convênio em que o BB mantinha a exclusividade de emprestar para os servidores. Em outubro de 2012, o banco público e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) assinaram um acordo em que a instituição financeira se comprometeu deixar de exigir que os funcionários públicos que recebem pelo banco só obtenham crédito consignado no BB. Nos municípios de São Paulo e Rio, nos governos de Maranhão e Mato Grosso do Sul e na Câmara dos Deputados, que também eram exclusivos do BB, a chegada dos demais bancos já é realidade.

O Banco do Brasil já vem tomando medidas para segurar os concorrentes. "Mesmo com a abertura do convênio, a folha de pagamento do Estado continua sendo nossa, o que ajuda na retenção", afirma diretor de Empréstimos e Financiamentos do BB, Edmar Casalatina. "Desde o início do ano, estamos trabalhando em uma estratégia de retenção."

A julgar pelo desempenho do banco público em lugares onde perdeu a exclusividade, a estratégia tem funcionado. Segundo Casalatina, o BB não chegou a perder 10% do consignado da prefeitura de São Paulo desde a abertura da concorrência. Na cidade, em que o saldo de operações fica próximo de R$ 1,5 bilhão, o banco também tem a folha de pagamento.

O crédito consignado a servidores públicos é uma das modalidades que mais avançam na pessoa física. O estoque somava R$ 141,5 bilhões em março, com avanço de 16,3% em 12 meses.

Outro ponto no decreto de ontem pode ajudar o BB a segurar os clientes. Segundo o texto, o limite de prazo para o empréstimo passou a ser de 60 parcelas. Pela regra anterior, o crédito poderia ir até 96. O que o BB tem feito é aproveitar o período em que a nova regra não vale para renovar contratos com o prazo anterior.

A concorrência, porém, não vai facilitar a vida do BB. Executivo de um banco que atua no consignado afirma que há um grupo de funcionários paulistas para os quais o banco público não dá crédito consignado hoje - porque estão com "nome sujo" ou com alguma restrição com o banco - que devem ser cortejados pelos rivais.

O decreto afirma também que, no ato do repasse dos valores consignados, será descontado 1% "a título de custeio". O decreto atual também revoga normativos anteriores sobre consignado, em especial o Decreto nº 51.314, de 29 de novembro de 2006.

No crédito consignado, diferentemente de outros tipos de financiamento, além do banco e do tomador, existe a figura do convênio, o órgão que emprega o servidor público. É a ele que cabe cadastrar os bancos que concedem o crédito e fornecer os sistemas necessários para consignação da folha.

São justamente esses sistemas que fizeram a liberação do convênio demorar. O Valor apurou que a Câmara Interbancária de Pagamentos (CIP), empresa ligada aos bancos, esteve por trás do desenvolvimento desses sistemas e que a ideia dos bancos é levá-los para outros convênios de consignado.


Fonte: Valor Econômico - Felipe Marques
13/09/2013

Bancos disputam R$ 16 bilhões em consignado para servidores públicos

 
Valor Econômico

Um universo de cerca de R$ 16 bilhões em crédito consignado, aquele com desconto em folha de pagamento, composto por tomadores cativos do Banco do Brasil está passando, aos poucos, a ser disputado pelas demais instituições financeiras.

Até março de 2014, segundo a Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo, os funcionários públicos do governo de São Paulo passarão a poder contratar crédito fora do BB. São operações que somam cerca de R$ 10 bilhões em estoque. Nos municípios de São Paulo e Rio, nos governos de Maranhão e Mato Grosso do Sul e na Câmara dos Deputados, que também eram exclusivos do BB, a chegada dos demais bancos já é realidade recente. Somadas a do governo paulista, as carteiras de crédito desses convênios somam R$ 16 bilhões.

Firmado há quase um ano, em outubro de 2012, um acordo entre o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e o BB determinou que a instituição financeira deixasse de exigir que os funcionários públicos que recebem a remuneração pelo banco só obtenham o consignado com a instituição.

De lá para cá, porém, estados e municípios enfrentaram dificuldades tecnológicas ou mesmo na regulamentação necessária para a aceitação de novos bancos. Fatores que acabaram atrasando a abertura do mercado.

O crédito consignado para servidores públicos é a modalidade que mais cresce no crédito à pessoa física com recursos livres. No acumulado de 12 meses encerrados em julho, o saldo dessas operações avançou 18,5%, para R$ 130,52 bilhões, enquanto a média dos recursos livres para famílias subiu 8,2%.

No BB, o estoque de consignado para servidores públicos era de R$ 43,87 bilhões em julho, ou 86,9% do saldo total de consignado do banco. "Nos convênios abertos até agora, a perda de participação não tem sido relevante. Vamos perder um pouco de share, mas não será relevante", diz o diretor de empréstimos e financiamentos do BB, Edmar Casalatina.

Como exemplo, o executivo cita que no convênio dos servidores públicos da União, aberto para todos os bancos, o BB conta com fatia de 85%, correspondente a um saldo de R$ 10 bilhões.

No crédito consignado, diferentemente de outros tipos de financiamento, além do banco e do tomador, existe também a figura do convênio. O convênio é o órgão que emprega o servidor público ou, no caso dos aposentados, o próprio Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). É a ele que cabe cadastrar os bancos que concedem o crédito e fornecer os sistemas necessários para consignação da folha de pagamento.

São justamente esses sistemas que estão fazendo a liberação do convênio dos funcionários do governo de São Paulo demorar um pouco mais. A Febraban está envolvida no desenvolvimento da tecnologia e, até que ela esteja pronta, na prática, o BB segue com a exclusividade.

Segundo o Valor apurou, a ideia da Febraban e dos bancos é levar o sistema desenvolvido para São Paulo para outras praças, padronizando sistemas hoje difusos. A assessoria de imprensa do governo paulista afirmou que o cronograma do Estado prevê abertura do convênio até março de 2014

O BB não tem poupado esforços para reter os servidores desses convênios e vem tomando medidas preventivas nos que ainda não foram abertos. Independentemente da defesa do banco público, há entre os concorrentes uma corrida para tomar uma fatia dos convênios.

No município de São Paulo, que contava com a exclusividade do BB, Caixa, BMG (que atua em parceria com o Itaú) e Daycoval estão buscando tomar uma fatia do bolo e outros bancos estão em processo de credenciamento. O convênio tem um estoque de crédito próximo de R$ 1,3 bilhão.

Em São Paulo, a Caixa valeu-se até de propaganda em pontos de ônibus para atrair a atenção de servidores da prefeitura. No cartaz, o banco público promete juros entre 1,31% e 1,51% ao mês e prazo de até 72 meses. Nesse caso, o próprio BB foi obrigado a reduzir suas taxas para competir com ela.

Um banco privado avalia que, por enquanto, o fim dos contratos de exclusividade com o Banco do Brasil ainda não trouxe grandes mudanças no mercado. Isso porque, em termos de taxas, os bancos públicos estão bastante agressivos.

No Maranhão, por exemplo, apesar do fim da exclusividade, foi mantida contratualmente a taxa de 1,6% ao mês, que já era empregada pela instituição pública. É um nível de taxa que os bancos privados têm dificuldade de alcançar.

Ainda há Estados, contudo, em que os grandes bancos encontram barreiras para operar. No Rio Grande do Sul, o decreto que regulariza o crédito consignado prevê a participação de "bancos oficiais, sindicatos e associações". "

Não se cogita alterar a parceria com os bancos oficiais e, particularmente, com o Banrisul, banco do qual o Estado é o controlador", afirmou o Estado, em nota. O Estado tem 175,6 mil funcionários ativos.

Às vezes, o próprio convênio complica a abertura. No município de São Paulo, a prefeitura tentou inicialmente cobrar R$ 2 milhões de cada banco que desejasse se cadastrar no convênio.

Em junho, esse pedágio foi abolido e a prefeitura aumentou de 2% para 2,5% a taxa cobrada do banco por contrato de consignado, para cobrir seus custos de processamento. "A mudança foi feita para incentivar a entrada de mais instituições financeiras na concorrência", afirmou a prefeitura, em nota.


Fonte: Valor Econômico
Prefeitura de São Paulo,1