quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Crédito consignado Prefeitura SP

Consignado para servidor da prefeitura de São paulo -PMSP-IPREM; Crédito facilitado,ideal para investir num imóvel ou viajar.


Tabela de Taxa de Juros praticada pelas entidades consignatárias credenciadas no IPREM para a concessão de empréstimo pessoal.
Tabela de Juros praticados pelas entidades consignatárias do IPREM, referente ao mês de outubro/2014, para a concessão de empréstimo pessoal aos servidores públicos e pensionistas do IPREM.


Entre em contato , faça uma simulação para verificar qual seu limite de crédito. Com seu crédito aprovado o dinheiro sai rápido e é creditado em sua conta corrente.

MESES / %

ENTIDADE
 Opções de REFINANCIAMENTO
12
24
36
48
60
72

BANCO ALFA
Refinanciar







BMG
Refinanciamento






BANCO DO BRASIL
Não Refinancia


1,69
1,69
1,69
1,69
1,69
1,69


PARANA BANCO
Refinancia







BANCO DAYCOVAL

Renegociação







CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
Não Refinancia








BANCO INDUSTRIAL
Refinancia







BANCO SAFRA

Refinancia
1,85
1,70
1,65
1,65
1,65
1,65

BANCO PANAMERICANO
Refinanciar







ITAU-BMG
Financiamentos






BANRISUL
Refinancia






SICOOB COOPERCREDI-SP
Repactuação







BIC BANCO
Refinanciando







A pós uma longa demora, o mercado de crédito recebeu novos estímulos para enfrentar os graves efeitos da crise financeira internacional. O aspecto mais importante deste estímulo foi a retomada de certa competição entre os bancos por oferta de crédito. Há uma semana, o Itaú Unibanco anunciou a retomada do financiamento de carros em seis anos. As financiadoras dos bancos concorrentes em questão de dias tomaram o mesmo caminho. Anteontem, o Bradesco comunicou a ampliação de 25 para 30 anos para o prazo de pagamento da casa própria. As taxas de juros, nesse caso, diminuiriam dos atuais 10% para 8,9% para o segmento de imóveis até R$ 120 mil. A diretoria já anunciou que o banco realiza estudo para outros segmentos de consumo no mercado imobiliário.

A investida mais forte, no entanto, veio do Banco do Brasil (BB), que também anteontem colocou R$ 13 bilhões em empréstimos pré-aprovados à disposição de 10 milhões de seus clientes. Os juros cobrados pelo banco também foram reduzidos para os empréstimos destinados às pessoas físicas. Estes recursos adicionais, porém, têm objetivo preciso: estimular linhas de consumo para compra de veículos, eletrodomésticos e, principalmente, crédito consignado. Esta decisão foi acompanhada de uma revisão dos critérios de análise de risco para a aprovação destas novas linhas de financiamento e apoio ao crédito.

Vale notar que foram beneficiados os correntistas que já operam algum empréstimo no banco, com bom histórico de pagamento e que já utilizem parte considerável dos limites de crédito até agora oferecido. Em outras palavras, será dado mais crédito aos correntistas que já utilizam linhas do banco. Na prática, foi oferecida a cada cliente uma oferta de R$ 1.300 para operações de crédito bem especificada visando consumo direto. Com a devida cautela, o BB não estendeu essa oferta para cheque especial e cartão de crédito. A direção do BB admitiu que o atual ambiente econômico menos tenso permitiu a execução da medida,embora rejeite que a iniciativa tenha qualquer conteúdo político e por pressão do governo. A direção do banco insistiu em que a decisão foi eminentemente técnica, para aumentar a participação do banco nessa fatia de mercado de crédito.

Esta movimentação toda dos bancos reflete tanto a melhoria do cenário externo que de certo modo aparece no movimento menos turbulento das principais bolsas pelo mundo, como da percepção do mercado de que há maior conhecimento da quantidade dos títulos podres em poder do sistema bancário e da intenção dos governos, em especial do norte-americano, de ajudar as instituições financeiras. No âmbito interno esse clima alterou o ânimo dos agentes econômicos, como mostrou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas, exibindo a terceira elevação consecutiva do indicador. É fato que em abril o ICC avançou 2,9%, recuando em maio para 1,3%, porém mantendo a recuperação. Alguns analistas também insistem em que, quando os juros caem, os bancos devem compensar a perda de receita com expansão de volume nos empréstimos. Por enquanto o alvo dessa expansão foi o consumo, mas deve alcançar, em pouco tempo, a pequena e média empresas, com forte impacto no emprego e renda.

Há, no entanto, riscos neste conjunto de ações de estímulo ao crédito. No caso específico do BB, que adotou a estratégia mais agressiva, alguns analistas apontam que serão necessários pelo menos seis meses para avaliar o impacto dessas decisões nos índices de inadimplência. Haverá uma relação direta entre o crescimento da inadimplência e o sucesso destas medidas de incentivo ao crédito. Se esta decisão não foi tecnicamente bem elaborada, o aumento da inadimplência irá acusar. Não há dúvida de que a euforia do consumidor foi empurrada pelo consumo de baixa renda. Em abril, o governo anunciou medidas de impacto como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para material de construção e para a chamada linha branca, sem esquecer o impulso proporcionado pelo lançamento do programa de habitação "Minha Casa, Minha Vida", que permitiu a retomada significativa de consumo em todo o mercado imobiliário. Em maio, até ocorreu um ajuste entre as expectativas de consumo e o cenário efetivo da economia, ainda bem impactado pelos efeitos da crise sobre a produção industrial e o nível de emprego. A sociedade adaptou suas ambições, mas avançou na confiança para o consumo. Cabe aos bancos, agora, fazer a sua parte e reduzir as taxas de juro para consumo. O que foi feito para estimular o crédito foi apenas o primeiro passo nesta direção.