sexta-feira, 31 de outubro de 2014

11-3536-3414-HSBC Bank Brasil chegou

O HSBC Bank Brasil chegou à marca de R$ 1 bilhão em lucro. O banco encerrou o ano passado com lucro líquido de R$ 1,24 bilhão, com crescimento de 31% sobre o ano anterior. A receita do banco inglês no `País aumentou 10%, alcançando R$ 9,26 bilhões. O crédito foi o grande propulsor do lucro do banco, com crescimento de 33% na carteira. Só o financiamento de veículos cresceu 44% sobre 2006, para R$ 7,5 bilhões, enquanto o consignado fechou o ano com um volume de R$ 2,2 bilhões, 53% mais que no ano anterior.
Emilson Alonso, presidente do HSBC no Brasil, considerou o resultado "muito bom". "Foi o maior lucro do HSBC no Brasil. Isso e um marco", emendou Álvaro Azevedo, diretor financeiro. "O dólar ajudou um pouco no resultado do Brasil", reconheceu Alonso fazendo referencia ao câmbio, informando que o ganho no País representa 40% do total da América Latina e 3,6% do grupo todo no mundo. "Isso está em linha com os objetivos do grupo, de crescimento no mercados emergentes", disse Alonso.
Participação crescente
A relação da operação brasileira com o grupo, inclusive, vem avançando ano a ano. Em 2005, o Brasil representava 1,9% do lucro global. No ano seguinte, evoluiu para 2,4%, passando para 3,63% no ano de 2007.
Segundo o relatório que acompanha o balanço mundial do grupo, a América Latina foi responsável por um lucro de US$ 2,2 bilhões antes dos impostos, com crescimento de 26% sobre o US$ 1,7 bilhão registrado um ano anterior. De acordo com os cálculos de Alonso, o Brasil e a América do Sul foram responsáveis por 49% desse total.
O lucro no Brasil contou com ganhos extraordinários provenientes da venda da participação do HSBC na Serasa, na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) e na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros). De acordo com o balanço do banco, esses eventos colaboraram com o resultado do HSBC em R$ 347 milhões. As despesas operacionais, por sua vez, foram impactadas em R$ 69 milhões por conta de perdas com os planos Bresser e Verão. Segundo Alonso, mesmo descontados esses efeitos - positivos e negativos - o HSBC teria mostrado um lucro 12% maior no Brasil, já descontados os impostos.
O resultado bruto da intermediação financeira do HSBC foi de R$ 5,96 bilhões, com uma alta de 8%. As receitas de prestação de serviços aumentaram 7% no ano, chegando a R$ 2,39 bilhões. A participação em controladas contribuiu com R$ 239,9 milhões, enquanto as outras receitas operacionais foram de R$ 666,7 bilhões em 2007. Segundo Alonso, esses R$ 666,7 milhões refletem as receitas da companhia com operações de seguros e câmbio. O resultado de controladas, de R$ 239,9 milhões deve-se à financeira do grupo, a Losango, e às operações de previdência privada.
Pessoa física
Do resultado total, a maior fatia, ou 36%, veio das operações com pessoas físicas. As pequenas e médias empresas contribuíram com 31% do ganho no Brasil, enquanto as operações de atacado, como tesouraria e corporate, responderam por 24%. A gestão de patrimônio ficou com 8% de participação no lucro, enquanto a menor parcela, de 1%, coube às operações de private banking.
Azevedo destacou a estratégia do banco em relação à concessão de empréstimos. Segundo ele, o índice de inadimplência fechou o ano de 2007 em 4,9%, diante dos 6,3% registrados no ano anterior. "Foi uma boa pratica de qualidade na concessão do crédito", disse o executivo.
Alonso afirma que o banco vem mantendo sua participação nas operações de crédito e que o crescimento, de 33%, está em linha com os concorrentes. "Como o mercado esta crescendo, não precisamos roubar clientes do outros. Quando a capacidade de absorção de crédito no mercado começar a se esgotar, essa estratégia terá de mudar, porque ira ficar mais difícil emprestar para os bons clientes. Quando o mercado começar a mostrar crescimento mais baixo, de 10% a 12%, daí o rouba-monte (de clientes da concorrência) irá começar".
O presidente do HSBC no Brasil prevê crescimento entre 20% e 25% na carteira de crédito para este ano, "sempre em ativos de menor risco e maior retorno". O spread bancário, nas contas do executivo, que já foi de 18%, caiu para 16% em 2007 e, calcula Alonso, deverá baixar para 14,5% em 2008. "Será uma queda de cerca de 15%", estima.
Apesar do bom desempenho, o HSBC do Brasil elevou o índice de eficiência operacional no ano passado, passando de 62,2% para 64,5%. Segundo o presidente da instituição, isso ocorreu por conta dos investimentos do banco em automação e tecnologia. "Aproveitamos que tivemos poucas perdas em crédito para investir. Por isso o índice de eficiência piorou, mas sem prejuízo do patrimônio dos acionistas", disse ele.
O jornalista viajou a convite do HSBC