quarta-feira, 29 de outubro de 2014

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O mercado bancário brasileiro tende a aprofundar o processo de segmentação que tem sido verificado no setor nos últimos anos. Com um horizonte de juros ainda declinantes e a conseqüente redução dos ‘spreads’, a divisão das grandes instituições em áreas de negócios cada vez mais especializadas é uma vertente que tem ganhado formas mais visíveis, segundo a gerente do RISKBank, área de análise do setor bancário, da consultoria carioca Lopes Filho & Associados, Cristiana Casaes.

"Os grandes bancos devem cada vez mais se voltar para a população de baixa renda, buscando maior rentabilidade", disse a especialista, após a premiação da consultoria, em São Paulo. "Para as demais instituições ocuparem o mercado, o foco em determinados nichos é a estratégia mais natural, com um viés para a diversificação como é o caso dos bancos de ‘middle market’ que começam a disputar o crédito em consignação."

A diversidade mostra-se como alternativa para as instituições especialistas ganharem escala num momento em que há um movimento generalizado rumo às classes C e D. É o caso do Banco Votorantim, reconhecidamente atuante em tesouraria e atacado, mas que vem firmando posição na área de consumo. A BV Financeira já é uma das principais do mercado, com uma carteira de R$ 3,5 bilhões. Segundo o diretor vice-presidente do banco, Wilson Kuzuhara, a subsidiária tem atuado prioritariamente no financiamento à aquisição de veículos, mas começa a avançar pelo o crédito com desconto em folha de pagamento nas grandes empresas-clientes e não descarta a concessão de linhas de empréstimo pessoal por meio das suas 30 filiais. "O maior filão deve ser o crédito consignado, mas o varejo massificado é um produto embrionário que ainda não dominamos e estamos tateando." O executivo estima elevar os ativos de crédito da financeira aos R$ 4,2 bilhões até dezembro.O crédito em consignação tem sido o carro-chefe do mineiro BMG, que concentra 70% da sua carteira de empréstimos, de R$ 1,6 bilhão, em operações garantidas por folha de pagamento. "Para um banco de pequeno porte é preciso ser bom em algum ramo para ter competitivo", disse o vice-presidente, Ricardo Annes Guimarães.

André Jafferian Neto, vice-presidente do Banco Sofisa, especializado em ‘middle’, também vai por esta linha de raciocínio. "As instituições de pequena e média rede conseguem dar um atendimento personalizado para as pequenas e médias empresas, que normalmente ficam confundidas nos grandes bancos junto à massa do varejo."

Em conglomerados como o Itaú Holding Financeira, a segmentação chegou a tal nível que seus dirigentes decidiram criar um banco de atacado, ao comprar o BBA Creditanstalt em fins de 2002.

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