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Resultados do Banco Industrial e Comercial (BicBanco)

A cautela e o conservadorismo, por conta dos efeitos da crise financeira mundial na redução da atividade econômica brasileira, marcaram os resultados do Banco Industrial e Comercial (BicBanco) no primeiro trimestre deste ano. No período, a instituição reduziu suas operações de crédito, aumentou as provisões contra crédito de liquidação duvidosa e registrou um lucro líquido de R$ 74,3 milhões, 19,2% inferior ante o obtido no primeiro trimestre do ano passado. O retorno sobre o patrimônio líquido médio passou de 25,1% para 19%.

Em relação aos ganhos de R$ 20,3 milhões do último quarto de 2008, no entanto, houve um crescimento de 266,4%. Milto Bardini, vice-presidente executivo de operações e diretor de relações com investidores do BicBanco, explica que esse aumento decorreu do impacto, no último trimestre, do provisionamento adicional contra a inadimplência no valor bruto de R$ 101 milhões. Sem esse efeito, o lucro do último trimestre teria ficado em torno de R$ 80 milhões, superior ao apurado neste ano. Contribuiu positivamente para os ganhos alcançados entre janeiro e março o reconhecimento de ativos no montante de R$ 30,2 milhões líquidos relativos à restituição de PIS pago com base nos decretos Leis 2.445/88 e 2.449/88, julgados inconstitucionais em dezembro passado, afirma.

As operações de crédito da instituição atingiram saldo de R$ 7,3 bilhões em março, uma queda de 5,9% em um ano e retração de 9,4% comparativamente a dezembro. Especializado na concessão de empréstimos para empresas de médio e grande portes, o crédito corporativo respondeu por 94,4% do estoque total, enquanto as operações de consignado ficaram com 4,7% e as de crédito pessoal com 0,9%.

No primeiro trimestre, as despesas com provisões para crédito de liquidação duvidosa foram a R$ 87,3 milhões, uma evolução de 146,8% em doze meses, mas queda de 46% em relação ao provisionado entre outubro e dezembro, período marcado pelos adicionais. O saldo de provisões do banco somou R$ 373,3 milhões no encerramento de março - com excedente de R$ 85,4 milhões ante o exigido pelo Banco Central -, comparativamente aos R$ 147,2 milhões de igual fase de 2008 e aos R$ 310,9 milhões do final de dezembro.

Os créditos vencidos a partir de 15 dias atingiram R$ 286,2 milhões no primeiro trimestre, alta de 127% em relação a dezembro; já os baixados como prejuízo totalizaram R$ 24,9 milhões, apontando queda de 28,6% ante o quarto trimestre e aumento de 15,8% em um ano. Bardini explica que os créditos vencidos acima de 15 dias alcançaram 3,9% do total da carteira em março, ante 1,6% em dezembro.

Conforme o executivo, o estreitamento da liquidez a partir do agravamento da crise, em setembro passado, e a aversão dos bancos ao risco logo após, dadas as incertezas do cenário de desenvolvimento econômico, afetaram o mercado de crédito e, em consequência, a capacidade de pagamento das empresas, em especial, das que não tinham reservas. Foram esses fatores, na sua opinião, que levaram ao aumento da inadimplência, das provisões e dos spreads. O executivo, contudo, já observa sinais de melhora na economia, mas pondera o otimismo. "O primeiro trimestre foi o mais duro. Os próximos serão menos difíceis, mas não me atrevo ainda a dizer que serão mais fáceis."

Na sua avaliação, desde abril a economia dá sinais de melhora, incentivada pelas medidas governamentais para promover liquidez e crédito. Os sinais podem ser notados ainda na retomada da demanda das empresas e em um maior apetite do bancos para conceder crédito. Bardini diz, entretanto, que tudo está em um patamar menor. No BicBanco, diz, o volume de crédito tende a se estabilizar, com possibilidade de retomada do crescimento ainda neste trimestre. Em relação à inadimplência e às provisões, acredita que a instituição já tenha atingido seu pico e a tendência agora é de queda nesses indicadores, gradual, mas progressiva.

O BicBanco fechou março com captações de R$ 7,36 bilhões, queda de 16,6% no trimestre e de 4,1% em doze meses. Segundo Bardini, os volumes captados acompanham as necessidades de concessões de crédito do banco e crescerão na medida em que a instituição incremente as operações.



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