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Itaú BBA vai abrir escritório na China
Autor: Patrícia Campos Mello
Fonte: O Estado de São Paulo, 10/03/2005, Economia, p. B5

Banco já está auxiliando empresas que têm negócios no país, como a Weg O Banco Itaú BBA vai abrir um escritório de representação em Xangai, na China. Segundo Fernão Bracher, presidente do Itaú BBA, o banco entrou com um pedido em dezembro e a autorização deve sair até o meio do ano. O Itaú BBA já tem dois funcionários na China, preparando a operação. "As empresas que são nossas clientes aqui no Brasil estão trabalhando cada vez mais com a China", explicou Candido Bracher, vice-presidente superintendente do Itaú BBA. Segundo ele, o Itaú BBA já está atuando com empresas brasileiras que têm negócios na China. Uma delas é a Weg, que acaba de montar uma subsidiária na China usando financiamento em renminbi (moeda chinesa) de um banco chinês. O Itaú BBA intermediou a operação e ofereceu as garantias. O banco também tem escritórios nos Estados Unidos, Europa e Argentina.

O Itaú BBA está lançando uma ofensiva para se fortalecer na área de investment banking (mercado de capitais e fusões e aquisições). Para isso, contratou o executivo Jean-Marc Etlin, ex-UBS, para assumir a função de vice-presidente executivo do Itaú BBA. Etlin acredita que quatro empresas brasileiras vão abrir o capital na Bolsa este ano, e outras duas já abertas vão emitir novas ações. Segundo ele, haverá movimentação de US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão com essas operações até setembro. O Itaú BBA coordenou a abertura de capital da Natura e Dasa no ano passado.

Etlin acha que as captações de recursos no mercado doméstico continuarão em alta. "As empresas estão conseguindo prazos melhores no mercado local - emitem debêntures com prazos de 5 a 7 anos", disse. "Portanto, para que correr o risco cambial para captar por 10 anos no exterior? Não é um prazo muito mais longo."

CÂMBIO

Na opinião de Fernão Bracher, é muito importante que o Brasil tenha uma taxa de câmbio desvalorizada, porque os brasileiros são "neófitos" nas exportações. "Os investimentos em exportações são recentes e ainda não foram amortizados." Segundo ele, o brasileiro precisa ter segurança cambial para que os investimentos em exportação sejam mantidos.

"Nós tivemos um belo êxito nas exportações com o câmbio a R$ 3", diz Bracher. Ele acredita que um câmbio entre R$ 2,80 a R$ 3 seja remunerador. Bracher elogiou as intervenções do BC para segurar o câmbio, mas afirmou que uma maneira "muito eficaz" de conter a valorização do real seria "baixar os juros".