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Quer Vender consignado BB PMSP-Iprem?

BB negociará compra do Banco de Brasília
Autor: Duarte, Patrícia
Fonte: O Globo, 05/09/2007, Economia, p. 26

Operação de aquisição, que deve ser concretizada no ano que vem, seria a primeira da história da instituição.

BRASÍLIA. Num movimento inédito na sua história de quase 200 anos, o Banco do Brasil (BB) se prepara para fazer a primeira aquisição de outra instituição financeira. Em comunicado enviado ontem ao mercado, o BB informou que recebeu o sinal verde do governo do Distrito Federal (DF) para começar as conversas sobre a compra do estatal Banco de Brasília (BRB), com ativos totais de R$4,162 bilhões, movimento que é acompanhado de perto pelo Banco Central (BC). O interesse do BB no BRB foi revelado pelo GLOBO há duas semanas.

A idéia inicial é concretizar a operação no ano que vem, usando majoritariamente recursos do próprio BB, mas diversas etapas ainda precisam ser vencidas. Um exemplo é a necessidade de se criar um ato jurídico que permita ao BB fazer a compra, já que hoje é vetado por também ser uma estatal. Para o BB, caso seja concretizada, a aquisição do BRB pode se tornar uma ação emblemática, abrindo espaço para maiores crescimentos que não sejam apenas orgânicos, como acontece hoje, e tentar manter a liderança no setor.

Atualmente, o BB é o maior banco do país, com ativos de quase R$333 bilhões, mas tem sido ameaçado de perto por outros dois gigantes: Bradesco e Itaú que, juntos, já têm ativos de aproximadamente R$550 bilhões. O próprio presidente do BB, Antônio Lima Neto, chegou a afirmar ao GLOBO no mês passado que via a liderança ameaçada de fato, mas que tinha outras alternativas para crescer.

O BRB, que foi criado em dezembro de 1964 e tem 1,8 mil funcionários, é dono da folha de pagamento de todo o funcionalismo público do DF, que possui uma das maiores rendas per capita do país. O banco foi duramente atingido há alguns meses pela Operação Aquarela, que investigou desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro de parte de seus funcionários e acabou levando ao afastamento de alguns de seus dirigentes.

Isso levou o governador do DF, José Arruda (DEM), a procurar o presidente do BC, Henrique Meirelles, solicitando ajuda para achar uma saída para o banco estatal. A autoridade monetária apenas confirmou que acompanha esse processo de perto.

Banco prepara nova venda secundária de ações

Além do BRB, o BB negocia a incorporação - e não a aquisição - do Besc, banco de Santa Catarina que foi federalizado. Com os dois lances, o BB conseguiria atingir dois objetivos importantes: ampliar a carteira imobiliária e deter uma financeira, para atuar mais fortemente no setor de concessão de crédito. No BB, inclusive, existe projeto de criar uma financeira própria, em parceria, evitando que o negócio tenha de passar pelo Congresso Nacional, como exige a lei no caso de tentar concretizá-lo sozinho.

O BB está em processo de adesão ao Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo, que exige maior grau de transparência nas informações. Para tanto, já prepara nova venda secundária de ações para atingir os 25% de capital negociados no mercado - hoje, são negociados cerca de 12,5%. Ontem, as ações do BB recuaram 2,38%, para R$27,87 a unidade.

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