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CPI quer convocar direção da Caixa, do BMG e do INSS
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Fonte: O Estado de São Paulo, 07/01/2006, Nacional, p. A6

Auditoria do TCU constatou que banco estatal beneficiou instituição privada em operações de crédito

A CPI dos Correios vai investigar as operações feitas pela Caixa Econômica Federal e pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) com o banco BMG, informou ontem o presidente da comissão, senador Delcídio Amaral (PT-MS). Auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU) constatou que a Caixa beneficiou o BMG em operações de crédito consignado que renderam ao banco mineiro lucro de R$ 119 milhões.

O presidente da CPI defende a convocação de representantes da Caixa, do BMG e do INSS, que repassou todo o seu cadastro para o banco mineiro. "Temos de ouvir as partes envolvidas para não cometermos nenhum desatino, nenhuma injustiça", disse Delcídio.

O senador classificou de "sandice" a afirmação do vice-presidente de Finanças e Mercado de Capitais da Caixa, Fernando Nogueira da Costa, de que haveria uma manobra para privatizar o banco. "É um discurso totalmente ultrapassado." Em entrevista, Costa, que está no exercício da presidência da Caixa, disse que há uma manobra para desgastar a instituição por trás das denúncias que vêm sendo feitas contra o banco.

O senador Álvaro Dias (PSDB-PR), que pediu a auditoria do TCU na Caixa, afirmou que o banco "não pode ser uma fonte de abastecimento do valerioduto". Respondeu ainda à proposta de Costa para que seja aberto processo por quebra de decoro parlamentar contra ele. "Quebra de decoro é praticar improbidade administrativa da maior instituição financeira da América Latina, que tem função social relevante, que não poderia ser incluída no maior esquema de corrupção do Brasil."

Além de ouvir representantes da Caixa, do BMG e do INSS, Dias pediu a convocação do presidente da Caixa, Jorge Mattoso, para que ele explique as operações fechadas com o BMG. Quer também que a CPI peça ao Ministério Público Federal o indiciamento dos 12 integrantes do Conselho Diretor da Caixa por improbidade administrativa e o bloqueio dos bens dos envolvidos na aquisição da carteira de créditos consignados do BMG pela Caixa.

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