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Título: Crise política já impacta captação do BMG
Autor: Cristiane Perini Lucchesi
Fonte: Valor Econômico, 20/07/2005, Finanças, p. C1

A crise política teve o seu primeiro impacto em captação de recursos do BMG, banco citado como um dos que concedeu empréstimos ao PT. O BMG está para lançar um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC), uma operação de venda de títulos vinculados em recursos a receber pela instituição financeira com o crédito consignado com desconto em folha. O FIDC havia sido anunciado pelo banco no início deste mês. Segundo informações do mercado, o Itaú BBA, líder da operação, havia se comprometido com o BMG a dar "garantia firme" no valor de R$ 375 milhões. Isso significa que, se os investidores não comprassem todos os R$ 375 milhões em títulos do BMG na emissão primária, o Itaú BBA ficaria com a diferença em seus livros para venda posterior no mercado secundário. Com o desenrolar da crise política, no entanto, as condições do mercado mudaram, na visão do Itaú BBA, que resolveu mudar a garantia firme que vai dar à operação, informa o mercado. A nova fórmula de cálculo depende do total que os investidores vão se dispor a comprar dos papéis no mercado primário. Segundo especialistas, a captação total do BMG por meio do FIDC será reduzida para R$ 100 milhões a R$ 150 milhões. Ainda segundo o mercado, a mudança de regras para o crédito consignado com desconto em folha dos aposentados e pensionistas do INSS, determinada pela instrução normativa 121, também levou a um atraso na documentação necessária para a montagem do FIDC do BMG. A nova regra libera os prazos para o empréstimo com desconto em folha dos aposentados, obriga que o tomador do crédito seja informado sobre os fatores que compõem a taxa de juros que será aplicada no empréstimo e também obriga os bancos a exigirem dos pensionistas uma senha de aprovação da operação. Essas mudanças impactam diversas características dos recebíveis que vão compor o FIDC do BMG e, por isso, são necessários novos documentos. O lançamento do fundo foi adiado por cerca de cinco dias por conta disso, de acordo com o mercado. Procurado pelo Valor, o BMG informou que o Itaú BBA, líder da operação, é que deveria se pronunciar sobre o FIDC que está sendo montado. O Itaú BBA também foi procurado pelo Valor, mas não retornou às ligações. As demais formas de captação do BMG, no entanto, parecem não ter sido afetadas. Fora o Banco Rural, também envolvido na crise política, outros bancos médios não estariam sendo contaminados. Alguns estão até mesmo arriscando captações externas.

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