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Previ defende investimento feito no BMG e no Rural
Autor: Irany Tereza
Fonte: O Estado de São Paulo, 23/02/2006, Nacional, p. A11

A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, contestou ontem o relatório preliminar que aponta favorecimento aos Bancos Rural e BMG, envolvidos no mensalão. O relatório foi apresentado terça-feira pelo sub-relator de fundos da CPI dos Correios, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (PFL-BA). Para a Previ, o texto apresenta meras coincidências como prova de irregularidades.

ACM Neto sustenta que a concentração de aplicações de fundos nos dois bancos sugere que essa seria uma forma de compensar os empréstimos que as instituições fizeram ao empresário Marcos Valério. A Previ ganhou R$ 2,6 milhões em certificados de depósito bancário (CDBs) no Rural e no BMG, entre maio e outubro de 2004.

Segundo o presidente da Previ, Sérgio Rosa, as operações foram feitas pelo sistema de pregão eletrônico, o que torna praticamente inviáveis interferências de operadores. Ele disse que o fundo preferiu usar a via eletrônica, em vez negociar CDBs por telefone, para dar mais transparência às operações.

"Tentar tirar conclusões de participação de entidades em esquemas apenas por jogos de associação de coincidências é um profundo equívoco", afirmou. "Um investigador não pode dizer que você é culpado de um crime porque passou na mesma rua da vítima ou do criminoso. Isso se assemelha àqueles filmes em que o delegado tem de achar o responsável de um crime e acaba pegando aquele que tem perfil de criminoso. Dizer que aplicação em CDB, que vai e volta sem um centavo de prejuízo, pode servir para dar vantagens a alguém não faz sentido."

Ele considerou "absolutamente impossível" que a CPI chegue a algum dado concreto seguindo pelo caminho dos CDBs. E contou que a Previ decidiu investir em títulos de bancos da chamada segunda linha - caso do BMG e do Rural - depois que a criação do crédito consignado fez desses investimentos um negócio mais lucrativo.

PETROS

Também a Petros, dos funcionários da Petrobrás, contestou o relatório. Em nota distribuída à tarde, afirma que o texto "apresenta erros primários", que invalidam todas as acusações.

A Petros diz que seu diretor financeiro apontou os erros à sub-relatoria na terça-feira e demonstrou "total disposição de colaborar", mas nenhum fundo de pensão foi procurado para esclarecer dados antes da divulgação.

"O relatório incha de forma totalmente errada as aplicações nos dois bancos e distorce as informações", diz a nota. "Dados com graves erros de investimentos dos fundos são usados para ilações totalmente infundadas."

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