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Sócio de publicitário também obteve empréstimo no BMG
Autor: Diego Escosteguy
Fonte: O Estado de São Paulo, 20/07/2005, Nacional, p. A6

A CPI dos Correios descobriu mais uma operação financeira misteriosa feita ligada ao empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Em abril do ano passado, uma empresa do advogado Rogério Tolentino, sócio de Valério, contraiu um empréstimo estimado em R$ 10 milhões no Banco BMG. As garantias da operação são aplicações feitas no próprio BMG pela agência DNA, da qual Valério também é sócio. O total dos investimentos da DNA no banco, empenhados como garantia, é igual ao montante do empréstimo. A exemplo das outras operações das empresas de Valério, esse empréstimo ainda não foi pago, embora tenha sido refinanciado.

Como aparentemente não faz sentido uma empresa pedir dinheiro a um banco se dispõe de aplicações no mesmo valor, integrantes da CPI desconfiam dos motivos da operação. A hipótese levantada pelos deputados e senadores que analisaram a papelada é de que esse empréstimo tenha sido feito para repassar recursos ao PT.

O BMG concedeu quatro empréstimos às empresas ligadas ao publicitário. Somados, chegam a R$ 40 milhões. Os outros empréstimos tiveram como garantia contratos das empresas de Valério com o governo. Um, de R$ 18 milhões, teve como aval um contrato da SMPB com a Eletronorte. O contrato da mesma agência com os Correios serviu para cobrir dois outros empréstimos: um de R$ 3,4 milhões e outro de R$ 12 milhões. O BMG já informou que vai cobrar a dinheirama.

Segundo Marcos Valério, o dinheiro obtido com os empréstimos foi repassado integralmente para o PT. O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares confirmou a versão do publicitário ao Ministério Público. Com a análise dos empréstimos, a oposição pretende desmontar a história contada por Delúbio e pelo publicitário.

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