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Título: Consignado puxa a expansão do crédito
Autor: Ribeiro , Alex
Fonte: Valor Econômico, 28/05/2009, Finanças, p. C1

Puxado pelos empréstimos consignados, o volume de crédito bancário a pessoas físicas voltou a se acelerar em abril, com uma expansão de 1,1%, na comparação com o mês imediatamente anterior, chegando a R$ 411,529 bilhões. O aumento da inadimplência, porém, ainda impede a retomada nos níveis normais de contratação nos empréstimos a empresas, cujo volume apresentou uma retração de 0,1% no mesmo período, caindo a R$ 464,474 bilhões em abril.

Em março, o crédito a pessoas físicas havia crescido 0,8%, sempre na comparação com o mês imediatamente anterior. O que fez a diferença em abril foi justamente o crédito consignado, com expansão de 3,5%, acima do 1,6% observado um mês antes. Em termos nominais, o estoque do chamado crédito livre a pessoas físicas cresceu R$ 4,631 bilhões, 62% dos quais se referem ao aumento de R$ 2,891 bilhões no volume do consignado.

Os sinais colhidos pelo Banco Central, que divulgou ontem as estatísticas, sugerem que o consignado voltou a crescer em virtude da retomada das operações de bancos pequenos e médios, que recompuseram suas captações depois que o governo criou uma modalidade de depósito a prazo, até R$ 20 milhões, com seguro-depósito do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Em abril, os bancos pequenos e médios haviam captado perto de R$ 4 bilhões com garantia do FGC.

Além do FGC, a Caixa Econômica Federal também contribuiu para aumentar o crédito consignado. O banco federal comprou R$ 200 milhões em créditos gerados por bancos pequenos e médios em abril, por meio de acordos operacionais. E sua própria carteira aumentou 6,7% no mês, quase o dobro do mercado, com incremento de R$ 800 milhões.

A ênfase, até o momento, tem sido nos empréstimos consignados a funcionários públicos, que cresceram 3,6% em abril, acima do 1,6% observado nas operações com trabalhadores do setor privado. "Além da retomada da oferta pelos bancos pequenos e médios, os dados demonstram a recuperação dos níveis de confiança dos consumidores", afirma o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.

No crédito a pessoas físicas, outro destaque são os financiamentos imobiliários, com um incremento de 2,6%, para R$ 69,584 bilhões, em uma série estatística que inclui também operações contratadas com cooperativas habitacionais.

Já o volume de crédito com empresas registrou uma contração de 0,1% no mês e de 2,6% nos dados acumulados no primeiro quadrimestre. Lopes explicou que essa retração se deve, em grande medida, a efeitos estatísticos. Parte do crédito a empresas é referenciada em dólar, e a apreciação de 5,9% no câmbio ocorrida em abril reduziu o valor das operações, quando medida em reais. Sem esse fator estatístico, o crédito teria crescido 1% em abril, segundo cálculos do Banco Central.

Ainda assim, o ritmo de crescimento ainda é relativamente pequeno, em virtude, principalmente, da maior cautela dos bancos na oferta do crédito, diante da elevação da taxa de inadimplência, sobretudo nos empréstimos a micro e pequenas empresas. A taxa geral de inadimplência nas operações com empresas subiu de 2,6% para 2,9% entre março e abril.

O indicador acumula alta de 1,3 ponto percentual desde setembro de 2008, quando o país foi atingido pela crise financeira internacional.

Somando empresas e pessoas físicas, o volume de crédito bancário com taxas livremente pactuadas pelo mercado aumentou 0,5% em abril. O volume total de crédito bancário, que inclui também os empréstimos direcionados, como rurais, BNDES e habitacionais, apresentou crescimento de 0,4% em abril. Com isso, subiu de 42,5% para 42,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

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