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Título: Santander pode virar o banco nº 1 do País
Autor: Pereira, Renée
Fonte: O Estado de São Paulo, 26/04/2007, Economia, p. B4

A oferta de compra feita ontem pelo consórcio formado por Santander, Royal Bank of Scotland e Fortis ao ABN Amro poderá provocar mudanças bem mais profundas no setor bancário brasileiro do que se o inglês Barclays sair vitorioso nesse embate. Isso porque o espanhol Santander já tem presença significativa no Brasil, enquanto o banco britânico tem participação quase nula.

Pelos dados do Banco Central (BC), cuja metodologia considera apenas a atividade bancária, o Santander ocuparia a primeira colocação do ranking dos maiores bancos privados do País, com ativos totais de R$ 221 bilhões. O banco espanhol ultrapassaria os brasileiros Bradesco e Itaú, cujos ativos somam, respectivamente, R$ 213 bilhões e R$ 205 bilhões. A instituição perderia apenas para o estatal Banco do Brasil, cujos ativos são de R$ 296 bilhões.

Mas, se forem considerados todos os segmentos dos bancos, como seguros, cartões de crédito e consórcios, o Santander se tornaria o segundo maior banco privado do País. Apesar de ficar abaixo do Bradesco, o espanhol abocanharia o lugar hoje ocupado pelo Itaú.

No caso de o Barclays confirmar a compra do ABN Amro, o desenho do setor bancário brasileiro também pode ser alterado. Como a participação do banco é muito pequena no Brasil, analistas acreditam que a instituição pode colocar os ativos do Banco Real à venda. Nesse caso, afirma o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, várias instituições vão entrar na briga pelos ativos brasileiros. Entre eles estão o próprio Santander, o HSBC e o Citibank.

Para o especialista no setor, essa será a grande oportunidade que esses bancos estão esperando para crescer no Brasil. A compra do Real pelo Santander daria ao banco maior presença no País, já que suas atividades se concentram em São Paulo por causa da compra do Banespa. Mas o Real também seria complementar para o Citibank. As atividades do banco hoje se concentram em dois extremos: na classe alta e na classe de baixa renda com a financeira Citi Financial.

Há também quem aposte que o Itaú não vai perder a posição tão facilmente assim, podendo entrar na briga. Mas uma possível operação no Brasil ainda vai depender da decisão do ABN Amro, se aceita proposta do Barclays ou do consórcio.

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